December 21, 2010

Just a meaningless rumbling.

Eu não tenho propriamente ‘amigos’. Tenho pessoas em quem Eu checko de vez em quando se estão bem, ou o que têm feito mas não propriamente ninguém com quem faça coisas, ninguém que veja todos os dias, ou alguém a quem diga bom dia todos os dias… Falo com muita gente. Tenho alguns conhecidos mas… falta qualquer coisa. Faz falta aquela pessoa que convidas para partilhar um balde de gelado a meia-noite, ou para dar um passeio à chuva… É estranho ouvir gente dizer que foi com o amigo almoçar no outro dia, ou que o amigo passou na faculdade e ficaram a tarde toda a falar. É como se estivessem a falar de um país muito distante do qual só oiço histórias mas nunca o vi no mapa. Ainda assim há quem consiga ouvir-me realmente a voz (tem dias) e, pelo menos empatizar. Agradeço. É pouco mas é algo. Still falta-me quem, do nada me diga um olá. Nem sei bem o que isso significa. Talvez nem seja nada disso que estou a procura. E, ainda assim, é a melhor definição que tenho. Bem, whatever, hora de voltar para a minha musica que, de resto, ainda é a única coisa que me enche… Just a meaningless rumbling.

Maxwell R. Black
5.58pm
December 21, 2010

December 17, 2010

' completa a frase: "If I had you..." =) '

‎'If I had you -- I would no longer be half of myself for you would make me more Me then I could ever be on my own. If I had you I'd no longer need to drink or see or hear, because your words would be my only water of life, your eyes of green would be my sight walking forwards together and your sweet breath by my ear at night would fill my soul as every beat of my heart for you. If I had you-- oh, if I could only have you.'

Maxwell R. Black
December 17, 2010
03.56am

December 09, 2010

Largado ao Mar Celeste

Uma vez sussurrei-te ao ouvido
sem saberes que era eu ou que era para ti
se repararias se eu desaparece-se;
E num silêncio mudo respondeste-me
sem uma única palavra.
Soube aí que todas as minhas palavras
eram, na verdade silêncio em si
E que cada som que eu tomava como meu
Nada mais era do que um bafo transparente
emanado no desespero de ser ouvido.

E depois pensei:
ao menos que não me ouves, pensarás?
mas quatro eternos sóis passaram
por baixo da esfera celeste
brincando com a rima das constelações
e orbitas perfeitas e nada que não
o mesmo silêncio teu a mim chegou.

Não pediste para que eu te tentasse
mas, ainda assim não negaste.
O teu politicamente correcto desapegado
é-me tão intenso e no entanto doloroso
porque sei o que é sê-lo mesmo
sem poder falar; Sei o que é ser abandonado
deixado caído e ferido,
amputado de mim mesmo… Sei-o bem de mais.
Não conheço não sê-lo.

Maxwell R. Black
December 09, 2010
01.11pm

December 03, 2010

O Segredo. (Um pedaço de mim em ti.)

Como posso eu amar-te se a cada passo que dou
retrahis-te cada vez em ti.
A cada gota que troveja em eterna velocidade
retorno ao nosso passado; apenas eu.
Se a cada silencio pela madrugada te espero
e em mim sinto que te gosto.

Verás algum dia que não te quero tratar por mal
mas apenas ver-te como real,

Beleza, rainha que te impede de te veres
e torna-te tão mais sensível que não sentes a teu redor.

Poderia eu esperar-te por mil luas e sóis
em gotas perdidas ao céu e flocos de branco cahidos na verde relva
e, ainda assim, nunca te veria sem te esconderes
por trás de ti própria.
Poderia até fazer juras de amor sem que alguma vez soubesses
o que deveras vejo nos teus olhos cor de nuvem
e até fazer-te serenatas à janela perdida num de tantos edifícios ao mundo.

E, por mais que pense em voltar-te, falta-me a força
porque me fraquejam as cannelas e cahio sem amparo ao asfalto
que cobre os tijolos a Oz.

Contudo, ao saber-te melhor sei que fiz bem
pois continuas a saber que sempre que as tuas próprias forças
te abandonarem e fraquejares, então eu estarei lá
para te amparar, herguer; Mirar-te a Alma de frente
e dar-te sem palavras a minha força,
um pedaço de mim em ti.

Maxwell R. Black
December 03, 2010
04.07am

Ramblings

You are everywhere, all the time and I can't have you everywhere all the time not when I'm trying not to think of you! So please stop following me.

November 28, 2010

Porque é que hoje foi um bom dia? Porque passei a tarde nas compras com os meus pais (coisa que não accontecia há uns bons quatro anos) e porque, ao fim de tanto tempo, descobri que, em creança com não mais de 6 anos, o meu Pai me levava à estação de Vila Franca de Xira pelo menos uma vez por mês para eu ver os comboios passar :')

Obrigado, Velho :)

November 22, 2010

My First Flight (beginning)

Jim felt the present humming sound deppen as the motors were becoming alive and the roaring noise down at the engines room addensed until he could no longer hear it. His hands were numb. First time out there. Looking roung, his pears were normal and the rest of the crew seemed no to notice him at all.
'Release the ropes'

Suddently, with a impulse that made Jim quiver, he felt pulled forwards: they were floating now.

(These are some random ideas, not to be taken seriously.)

Maxwell R. Black
November 22, 2010
04.47am

November 19, 2010

Um carinho de despedida de uma lágrima de prata.

(Porque hoje, ao fim de quase um ano me lembrei de quando me despedi de ti, em que penso ainda não menos que cada dia. Se ao menos soubesses...)

This is me flying away.
I asked you for your heart
to be the wings of this lost angel.
But no hand can control the faith of Man
and no sea is ever enough
for the curling sand under the stars.

A lágrima que me cai pelo rosto deixa-me
dos olhos como a dor que se abate em meu coração.
Não mais te prenderei por mim;
não mais o sentimento de te deixar partir,
vontade de te beijar e não poder.
Não mais tornarei a teus olhos
que não vêem ao que sou ou a eles passo sem que olhes.

Perco-te, e guardo para mim o gemido de quem larga o seu boneco de pano,
abafado pelas mãos da infortunea trama que me prende.

Deixar-te-hei agora, se vontade de o fazer te consome
ou se a pura indiferença da minha existência te toca.

Uma eterna lembrança de um caes e rio em mim ficará:
embriagues de um passado que, em meus braços anseio.

Um carinho de despedida de uma lágrima de prata.

Maxwell Black
November 24, 2009
06.04am


November 16, 2010

The wings of a fallen angel.

I looked at the mirror and didn’t recognise
the eyes that looked back at me.

There used to be a time when I’d fly
a time when my umbrella and the secret magic passage
was still there.
I visited that same alley once after
and it was as old and cold as myself.
No longer had the umbrella worked
and the passageway was now closed.

No more would I fly among the green trees
or the snow covered mountains; over the oceans.
Now all that made me is dead and buried.

There used to be a time when I was only I in me;
An eye lost among the shameful reality that
now hangs over me like a black silk cloth
that hides the cyan blue sky and shades it with grey shadows.

And now I try to remember as hard as I can,
try to feel what’s left of it and visit the building
I once called home.




Maxwell R. Black
November 16, 2010
04.50am

November 02, 2010

Tremôres e Suóres Frios.

Sei hoje, pela última vez, do quarto onde tu e eu
dormimos, numa noite, ao eterno frio de Inverno.
E nessa noite, nesse dia te conheci,
Agarrando-te contra mim enquanto dormitava,
sentindo-te respirar a meu lado.

Deixo agora as lembranças apenas às lembranças,
querendo-te hoje como queria, faz agora uma
Primavera e um Outomno.

Foi já o dia que te tinha em meu toque
e que sentir-te provocava em mim um arrepio.
Saudades do teu beijo eterno em que
minhas canellas fraquejavam, pensando em ter-te
para mim.

A cama que nos mostrou um ao outro sem
pudor, é a mesma que agora deixo em porta sem retorno.

Mas quero, ainda hoje sentir-te, ainda que
não mais te encontre.
Quero o mesmo arrepio e fraqueza que me lembraste
E sentir que a tua mão em minha é.

Fechei hoje a porta da casa onde te vi e
te aqueci o coração aos tremores de Inverno.


Maxwell R. Black
25 September 2010
05.14pm

October 10, 2010


Just gonna stand there and watch me burn,
Well, that's all right because I like the way it hurts.
Just gonna stand there and hear me cry,
Well, that's all right because I love the way you lie.
I love the way you lie.


I can't tell you what it really is. I can only tell you what it feels like
and right now it's a steel knife in my windpipe.

I can't breathe but I still fight while I can fight.
As long as the wrong feels right it's like I'm in flight.


High off her love, drunk from my hate,
it's like I'm huffing pain and I love it the more I suffer.
I suffocate and right before I'm about to drown, she resuscitates me.
She fucking hates me,
and I love it.


'Wait, where you going?' 'I'm leavin' you.' 'No you ain't. Come back!'...
We're running right back: here we go again.
It's so insane, 'cause when it's going good it's going great...
(I'm superman with the wind at his back.

She's Lois Lane.) ...but when it's bad it's awful. I feel so ashamed
I snap: 'Who's that dude?', I don't even know his name.
I laid hands on her... I'll never stoop so low again;
I guess I don't know my own strength.


You ever love somebody so much you can barely breathe when you with 'em?
You meet and neither one of you even know what hit 'em.

Got that warm fuzzy feeling, yeah, them chills, used to get 'em...
Now you're getting fucking sick of looking at 'em.


You swore you'd never hit 'em, never do nothing to hurt 'em.
Now you're in each other's face spewing venom in your words when you spit them.
You push, pull each other's hair, scratch, claw, hit 'em,
throw 'em down, pin 'em... So lost in the moments when you're in 'em.


It's the rage that's the culprit: controls you both.
So they say it's best to go your separate ways. I Guess that they don't know ya.
'Cause today, that was yesterday. Yesterday is over, it's a different day.
Sound like broken records playing over.


But you promised her next time you'll show restraint.
You don't get another chance. Life is no Nintendo game...
But you lied again. Now you get to watch her leave out the window.
(Guess that's why they call it 'window pane'.)


Now I know we said things, did things that we didn't mean,
and we fall back into the same patterns, same routine.
But your temper's just as bad as mine is. You're the same as me:
when it comes to love you're just as blinded.



Baby, please, come back. It wasn't you, baby. It was me...
Maybe our relationship isn't as crazy as it seems.
Maybe that's what happens when a Tornado meets a Volcano.
All I know is I love you too much to walk away though.



Come inside, pick up the bags off the sidewalk.
Don't you hear sincerity in my voice when I talk?
Told you this is my fault. Look me in the eyeball.
Next time I'm pissed I'll aim my fist at the drywall...


'Next time? There won't be no next time!'
I apologise even though I know it's lies.
I'm tired of the games. I just want her back. I know I'm a liar:
if she ever tries to fucking leave again I'ma tie her to the bed
and set this house on fire.


Just gonna stand there and watch me burn,
Well, that's all right because I like the way it hurts.
Just gonna stand there and hear me cry,
Well, that's all right because I love the way you lie.
I love the way you lie.


Love the way you Lie


September 25, 2010

Prometo

Prometo aqui a todos os leitores que tiro a carta de condução caso a CP seja privatizada. Recuso-me a financiar mortes lentas de caminhos de ferro.

Do que mais sinto falta é do respeito. O respeito não só para com os outros (real ou apenas aparente), quer sejam muçulmanos, pretos, gays ou punks. Não sei porque demorei tanto tempo para escrever sobre Paris e, a verdade é que todos os dias tenho pensado em faze-lo. Mas todos os dias dou por mim a não conseguir escrever e descrever o que foi para mim voar sobre o mundo e aterrar em terras realmente europeias. Acho que ainda hoje não sei bem até que ponto mas, a verdade é que me mudou bastante, apesar de serem apenas uns míseros quatro dias.
Foi a sensação de algo complectamente novo. Andar pelo terminal (ainda que com pais atrás que, alias, foi facto recorrente em toda a viagem), ir preparado para algo novo, como se, por mais curto que fosse o período, aquela fosse a minha casa. E, na verdade acho que o passou a ser.
Ver sítios novos, costumes de gente que sabe o que é civilização à séculos, sentir que aquelas mesmas ruas são as mesmas que se espalham no imaginário de cada habitante do mundo e que figuram por toda a arte. Senti-me, pela primeira vez parte de algo maior, algo global. E senti-me, pela primeira vez, confortável. Confortável para andar na rua. Sem olhares mal intencionados, sem escárnio, sem necessidade de conhecer mais. Senti que estava entre iguais. Senti-me parte de quem andava no Mètro ou de quem ria ao som da fonte St Michel. Senti-me bem a fazer o 5éme Arrendicement sozinho ou de sair as 3 da manha de casa e dar uma passeio à beira da Sena. Senti que, ali era realmente livre e a verdade é que foi a melhor semana em toda a minha vida.
Não sei, enquanto leio o que esccrevo é como se o texto fosse apenas palavras soltas de 3ª mas, aqui dentro é um mar revolto de emoção tão enorme que não consigo processar.
Eu estive dentro dos filmes de Hollywood, das histórias da Disney, dos clássicos da literatura do século XIX, de pinturas dos grandes artistas. No centro da cultura Europeia e da moda mundial. E, de facto, tenho que dizer que toda esta cultura transborda de Paris e de quem lá habita. Muitos de vós podem até discordar, mas, admitam ou não, a cultura está por todo o lado em Paris. A qualquer dia da semana o cinema ao lado do meu hotel estava cheio assim como as esplanadas. Soube bem lavar a vista do cafezinho de esquina, bem aos anos 70 e a fazer publicidade a uma qualquer marca que infelizmente infesta Portugal. Soube bem deixar para trás a selvajaria com que o português trata os seus de igual e a falsa simpatia forçada com que se tratam (bem sei, os franceses são peritos em politicamente correcto mas há algo neles que, uma seriedade e serenidade com que falam que te deixam, por mais falso que seja, confortável). A rapidez com que falam demonstra a rapidez de raciocínio e o aparente escape à inércia tão comum aqui no sul. O senhor, ainda que sozinho à uma da manha não tem medo de responder e te dar indicações úteis e precisas de onde fica aquele local. E, se não soubesse limitar-se-ia simplesmente a dizer ‘desculpe, não sei.’ Em vez de indicar errado.
(Ainda antes de ir testei isto cá e lá. Se perguntares a um português onde fica algo, ele diz-te onde é, tu confirmas ter percebido, ele explica-te mais uma vez (nem sempre da mesma maneira) e, quando agradeces e te afastas, ele continua a falar, as vezes quase a gritar, as vezes até já do outro lado da estrada ou a metros de distância. Não em Paris e, com certeza, não em Londres ou Berlim ou Amesterdão ou Oslo)
Não gosto (e quém me conhece sabe melhor que ninguém) de desgoverno, de falta de integridade, de potencial desperdiçado, de hipocrisia, de calçada portuguesa (calos e feridas nos pés incluídos), de falta de orgulho em ser-se e falta de espinha para luctar pelo que queremos e, acima de tudo pelo que é melhor para toda a comunidade. E, infelizmente, Portugal recolhe muito, se não tudo o que não gosto. Talvez um dia a lesma morta e fétida na cauda da Europa ganhe, de novo, o povo que merece enquanto nação mas, por enquanto, Paris continua a ser a minha asa do coração.
Ainda hei-de escrever o texto que paris realmente merece. Mas não é hoje ainda. Paris não morre.





Dedicado aos que fugiram de cá em busca de algo melhor;
aos que me conhecem e pensaram que eu, alguma vez pudesse ser algo melhor
e aos que duvidaram que eu alguma vez conseguisse ser mais maduro.



Maxwell R. Black
September 25, 2010
02:29am