Amigos leitores, estão para breve duas novas reflexões, uma de agora, outra que anda já há algum tempo a querer vir ao de cima.
Os Meus Pensamentos não morreram. Só estão temporariamente entorpecidos.
January 06, 2014
August 20, 2013
Alturas em que não mais sentes que o vazio do vento, sao os momentos em que mais sentes a tua escencia; verdade do amago. Mas se, por mero acaso se te nao conheces, torna-se tao novo e assustador que talvez receies o retorno. É facto que o vento de esplendor sub-extimado, capaz de mover o mais robusto dos corpos é talvez a mais engenheira de todas as manifestaçoes naturaes.
É o seu corte gélido que sentes a cada pulsar do coeur, tornar-se lentamente a granito enegrecido. O desconhecido e amedrontamento de que nao mais haja retorno. Ou que se prove embuste a palavra que te é desmentida no gesto. A duvida conheço-a bem, assim como o caminho. Mas lucto. Faço-o ate de mais pela palavra que vejo em ti e que no vento te dê a mao, quente.
É o seu corte gélido que sentes a cada pulsar do coeur, tornar-se lentamente a granito enegrecido. O desconhecido e amedrontamento de que nao mais haja retorno. Ou que se prove embuste a palavra que te é desmentida no gesto. A duvida conheço-a bem, assim como o caminho. Mas lucto. Faço-o ate de mais pela palavra que vejo em ti e que no vento te dê a mao, quente.
Maxwell R. Black
July 15, 2013
Improviso.
Um beijo, um sonho
uma verdade escondida
um dito por não dito
Um sentimento descrito.
Um oculto segredo
ou uma vontade de certo
simples palavras ao vento
um vento gelido, deserto
palavras que não me dizes
tempo que te dou
sem verdade não me olhas
sentimento que voo.
Sinto-te quando não estás. Mas creio que me escondes a verdadeira razão do Tempo.
uma verdade escondida
um dito por não dito
Um sentimento descrito.
Um oculto segredo
ou uma vontade de certo
simples palavras ao vento
um vento gelido, deserto
palavras que não me dizes
tempo que te dou
sem verdade não me olhas
sentimento que voo.
Sinto-te quando não estás. Mas creio que me escondes a verdadeira razão do Tempo.
Maxwell R. Black
Julho 14, 2013
July 01, 2013
Untitled
No que toca à vivência dos povos e, particularmente, na sociedade ocidental civilizada, as particularidades e dicotomias não deixam de ser sem um traço de ironia. Se, a dado momento é-se o topo de algo, um Director de uma cadeia, o melhor empregado da empresa, o namorado perfeito com quem se faz planos para a vida, no momento seguinte cai-se do topo. Somos comidos por uma total insensibilidade que os agentes e as próprias pessoas demonstram umas para as outras. Ao mesmo tempo, porém, revéstem-se de uma total pureza e talha dourada capaz de enganar o incauto que se deixa seduzir pelo brilho da possibilidade de ver reconhecido o seu esforço de vida e suor dados.
É a todo o ritmo incutido pela pretensa modernidade atribuída a razão destes fenómenos que proliferam quando, a realidade demonstra que a racionalização pensada é apenas o encobrimento de uma necessidade intrínseca que o indivíduo tem de ser egoísta. Essa é a verdadeira norma social e transversal que desafia todo e qualquer sistema actual de pacto social. Utópica e ingenuamente pensou-se que este factor natural pudesse ser corrigido de modo a tornar a co-habitação possível. Nenhum sistema idealizado foi capaz de o realizar e o vigente limita-se a ignorar o óbvio, fazendo uma pretensa apologia de que cada indivíduo é único e livre, dando a outra face ao problema imperativo da total irresponsabilidade e, até desresponsabilidade dos actos próprios.
Parece, portanto, lógico concluir que o único facto que realmente une cada indivíduo ao seu semelhante é, apenas e só o ódio que este tem a si próprio.
É a todo o ritmo incutido pela pretensa modernidade atribuída a razão destes fenómenos que proliferam quando, a realidade demonstra que a racionalização pensada é apenas o encobrimento de uma necessidade intrínseca que o indivíduo tem de ser egoísta. Essa é a verdadeira norma social e transversal que desafia todo e qualquer sistema actual de pacto social. Utópica e ingenuamente pensou-se que este factor natural pudesse ser corrigido de modo a tornar a co-habitação possível. Nenhum sistema idealizado foi capaz de o realizar e o vigente limita-se a ignorar o óbvio, fazendo uma pretensa apologia de que cada indivíduo é único e livre, dando a outra face ao problema imperativo da total irresponsabilidade e, até desresponsabilidade dos actos próprios.
Parece, portanto, lógico concluir que o único facto que realmente une cada indivíduo ao seu semelhante é, apenas e só o ódio que este tem a si próprio.
June 17, 2013
A Imagem
No topo da colina, olhava para baixo. Os largos campos, verdejantes com o sol ténue de fim de Inverno uivavam com a brisa. Depois do canal, a vila impunha-se quase esculpida da paisagem, o coruchéu da torre da igreja apontando para o nada do céu opaco de azul. Aqui, ao meu lado o sobreiro dobra-se sobre mim e quase me enche de sombra. As suas pregas e dobras não são estéreis como parecem. De perto o borbulhar da vida de insecto, cada rasgo um caminho de formigas-touro ou uma toca de aranha. Por entre a ramagem, sem saber bem onde, a cigarra respira. Alto. N'aquele além é onde o tentilhão faz ninho! Mas só nas colinas a perder de vista são os chaparrais. Oiço por cima da brisa o barulho de algo por entre o verde do milho. São os coelhos? Não. é maior! E vem nesta direcção: um javali. Não. é rápido de mais… Á minha volta tudo continua igual. Eu sei que é para mim. Pressinto. Corre! Corre como se soubesse onde estou!
A mancha castanha sai de dentro do verde irrompe desfocada na minha direcção. De língua descaída para o lado da boca e respiração rápida a mancha de pelo brilhante salta na minha direcção. 'Nico!' O meu bicho de sempre enrola-se a mim com os seus olhos negros brilhantes e enormes a olhar na minha direcção. Rebolamos os dois colina abaixo com a brincadeira. O tonto veio desde a vila atrás de mim. Afago-lhe o pelo com carinho, ele lambe-me a mão. O meu amigo.
A mancha castanha sai de dentro do verde irrompe desfocada na minha direcção. De língua descaída para o lado da boca e respiração rápida a mancha de pelo brilhante salta na minha direcção. 'Nico!' O meu bicho de sempre enrola-se a mim com os seus olhos negros brilhantes e enormes a olhar na minha direcção. Rebolamos os dois colina abaixo com a brincadeira. O tonto veio desde a vila atrás de mim. Afago-lhe o pelo com carinho, ele lambe-me a mão. O meu amigo.
Maxwell R. Black
June 17, 2013
01.40 pm
February 15, 2013
Palavras, largadas à Travessia.
Caminho ao deserto que te deixou
e vento reinante que bafeja a mente
loucura do pensamento que prende
a verdade que não deve à restrição.
Teimosamente sonhando
pela mão quente do encosto à confiança
que, em verdade não sei se existe.
Mas é a vontade que consome,
que é então balançada pela espada
do vento não tão honesto quando o artifício
sem razão.
Entrelaçados os dedos, sufocando
de apertado ardor da paixão
mas sem saber para onde ir, de facto, em mãos;
em luta do tolo que se esquece
de que há mais além da pedra-mor.
Se corre em beleza da cor
e a sensibilidade ao botão com espinhos…
É o tempo que escorre sem que saiba como
e torna tudo tão sem nexo;
Caos que só ao mais forte Vento ordena.
e vento reinante que bafeja a mente
loucura do pensamento que prende
a verdade que não deve à restrição.
Teimosamente sonhando
pela mão quente do encosto à confiança
que, em verdade não sei se existe.
Mas é a vontade que consome,
que é então balançada pela espada
do vento não tão honesto quando o artifício
sem razão.
Entrelaçados os dedos, sufocando
de apertado ardor da paixão
mas sem saber para onde ir, de facto, em mãos;
em luta do tolo que se esquece
de que há mais além da pedra-mor.
Se corre em beleza da cor
e a sensibilidade ao botão com espinhos…
É o tempo que escorre sem que saiba como
e torna tudo tão sem nexo;
Caos que só ao mais forte Vento ordena.
Maxwell R. Black
Feb 15, 2013
03.03am
February 09, 2013
Alva, a Torre de Ferro
Quando estás onde és
e te conheces tão bem quanto quém vês;
onde a verdade o é sem se esforçar
e o gosto é tão natural quanto a brisa
que resvala tão suavemente ao Rio
quanto o sol frio de Inverno te acaricia
pelo Urbano.
Onde a tua liberdade e o olhar
é apenas mais uma parte de ti e
o peso da limitação é uma ideia recôndita
que depressa te escapa à memória como um
pesadelo deixado.
E depois é-se arrancado dessa liberdade e conforto
e posto de novo na jaula, atirada ao calabouço;
Como se as entranhas arrancadas a punho cru
fossem as palavras de que não és digno de ser Humano;
Condenado à bestialidade para sempre.
Mais forte que a portugalidade saudosista
algo capaz de se sentir o amargo na boca
ou o cheiro fétido do calabouço.
Um pedaço de ti, para sempre à espera do Retorno.
e te conheces tão bem quanto quém vês;
onde a verdade o é sem se esforçar
e o gosto é tão natural quanto a brisa
que resvala tão suavemente ao Rio
quanto o sol frio de Inverno te acaricia
pelo Urbano.
Onde a tua liberdade e o olhar
é apenas mais uma parte de ti e
o peso da limitação é uma ideia recôndita
que depressa te escapa à memória como um
pesadelo deixado.
E depois é-se arrancado dessa liberdade e conforto
e posto de novo na jaula, atirada ao calabouço;
Como se as entranhas arrancadas a punho cru
fossem as palavras de que não és digno de ser Humano;
Condenado à bestialidade para sempre.
Mais forte que a portugalidade saudosista
algo capaz de se sentir o amargo na boca
ou o cheiro fétido do calabouço.
Um pedaço de ti, para sempre à espera do Retorno.
Maxwell R. Black
Feb 09, 2013
03.51pm
October 29, 2012
A Carta.
Digo olá a ti, que nem já te recordas de mim,
E sei que todas as palavras que te lanço caem
em tão profunda escuridão que não mais te recordas
de que, a final, sou alguém que aqui está.
Tentei pois tocar-te, ouvir-te
rimar-te sem que tentasses sequer aperceber-te
de que real eu era para ter-te.
E, assim, sem que a reciprocidade do vento
te agitasse esses cabelos tão descuidadamente podados
de trigo já passado da apanha senti;
que já não era em casa que a minha mente vagueava.
Ou por outra, em casa a que nunca chamei ‘minha’
sem que fosse, afinal, um verdadeiro abrigo
da chuva que, em épocha agora do findo estio
rega as terras intocadas e ressequidas
do tórrido tormento que sempre me agoira.
E, se talvez terei dito mais do que o meu senso me permitia
não me arrependo. Pois apenas constatei aquilo
que sempre temeste (ou não) que eu dissesse.
Já que antes me haviam dito que teria que ser Eu,
que marcaria o traço na areia. Não sabia, porém,
que o pau, também seco dos vapores intoxicantes
da atmosfera seria, afinal uma haste de roseira que,
ainda em botão deixas-te secar.
Porque nunca a conseguiste ver.
Pensei em pedir-te mas de pedir-te estou já cansado.
Porque te tenho pedido para me veres,
e me tocares, e me dizeres o que me convenci que sentes
porque sempre que te miro o Céu limpo de Cristal
vejo a verdade que, por mais que ajas não me illudes.
Se percebesses o que vejo quando os vejo...
Deixei-me de olhar para os Movimentos
para a Mecânica que, por um passo de genealidade,
rege as formas em líquido de fumo denso
quando finalmente colidem em fricção tal que
o mundo pára para admirar a imponência da luz
e do som que rasgam toda a realidade ao tenebroso.
E os cintilantes espalhados não por acaso na Esfera
Tornando cada único acontecimento, cada multiplicidade
de côr e forma em algo mais maravilhoso que qualquer
outro Fabricado.
Foi o que tentei, com todas as fibras de mim fazer-te vêr
sem que, no entanto, te perdesses, porque me darias a mão.
Mas, a verdade é que deixei já o encanto e voltei a traze-lo
para dentro qual vaso de Epimeteu,
tampa que não tenciono agora abrir
exceptuando para mirar se tal magia ainda permanece
eterna.
A ti, que não te recordas digo sempre Olá;
TonTon.
E sei que todas as palavras que te lanço caem
em tão profunda escuridão que não mais te recordas
de que, a final, sou alguém que aqui está.
Tentei pois tocar-te, ouvir-te
rimar-te sem que tentasses sequer aperceber-te
de que real eu era para ter-te.
E, assim, sem que a reciprocidade do vento
te agitasse esses cabelos tão descuidadamente podados
de trigo já passado da apanha senti;
que já não era em casa que a minha mente vagueava.
Ou por outra, em casa a que nunca chamei ‘minha’
sem que fosse, afinal, um verdadeiro abrigo
da chuva que, em épocha agora do findo estio
rega as terras intocadas e ressequidas
do tórrido tormento que sempre me agoira.
E, se talvez terei dito mais do que o meu senso me permitia
não me arrependo. Pois apenas constatei aquilo
que sempre temeste (ou não) que eu dissesse.
Já que antes me haviam dito que teria que ser Eu,
que marcaria o traço na areia. Não sabia, porém,
que o pau, também seco dos vapores intoxicantes
da atmosfera seria, afinal uma haste de roseira que,
ainda em botão deixas-te secar.
Porque nunca a conseguiste ver.
Pensei em pedir-te mas de pedir-te estou já cansado.
Porque te tenho pedido para me veres,
e me tocares, e me dizeres o que me convenci que sentes
porque sempre que te miro o Céu limpo de Cristal
vejo a verdade que, por mais que ajas não me illudes.
Se percebesses o que vejo quando os vejo...
Deixei-me de olhar para os Movimentos
para a Mecânica que, por um passo de genealidade,
rege as formas em líquido de fumo denso
quando finalmente colidem em fricção tal que
o mundo pára para admirar a imponência da luz
e do som que rasgam toda a realidade ao tenebroso.
E os cintilantes espalhados não por acaso na Esfera
Tornando cada único acontecimento, cada multiplicidade
de côr e forma em algo mais maravilhoso que qualquer
outro Fabricado.
Foi o que tentei, com todas as fibras de mim fazer-te vêr
sem que, no entanto, te perdesses, porque me darias a mão.
Mas, a verdade é que deixei já o encanto e voltei a traze-lo
para dentro qual vaso de Epimeteu,
tampa que não tenciono agora abrir
exceptuando para mirar se tal magia ainda permanece
eterna.
A ti, que não te recordas digo sempre Olá;
TonTon.
Maxwell R. Black
Oct 29, 2012
02.42am
June 22, 2012
Want for Infinity (Collapse to Nothingness)
A freak that belongs nowhere
knows not the boundary of life
the limit to which a feeling
so deep as the darkest corners of the galaxy
can bring itself to be
as strong as matter itself.
The brightest reds and yellows
are no match for the green of rage
boiling inside my mind.
Echos of nobody or anything.
You are an echo of my desire.
Untouchable shapes
only to be seen but never touched or crossed,
Reality of an Infinity
that has yet to be ended or explained.
A pure flash of nothing
fills my mind and vanishes suddenly
as if it never were.
Memories, and a pure want not to hold you
crushing; gravity pulling stars
galaxies collapsing and deep inside
as dark as the end of Time itself.
This is me.
A freak.
A freak like me just needs Infinity.
knows not the boundary of life
the limit to which a feeling
so deep as the darkest corners of the galaxy
can bring itself to be
as strong as matter itself.
The brightest reds and yellows
are no match for the green of rage
boiling inside my mind.
Echos of nobody or anything.
You are an echo of my desire.
Untouchable shapes
only to be seen but never touched or crossed,
Reality of an Infinity
that has yet to be ended or explained.
A pure flash of nothing
fills my mind and vanishes suddenly
as if it never were.
Memories, and a pure want not to hold you
crushing; gravity pulling stars
galaxies collapsing and deep inside
as dark as the end of Time itself.
This is me.
A freak.
A freak like me just needs Infinity.
Maxwell R. Black
June 22, 2012
05.28am
May 21, 2012
Antiqua Origem - Introductórium
Sentir a tua mão
é carícia em minha.
Sentir-te a tecla em piano vibrante
largado ao som da walça trás-me conforto
E depois quando me largas
largas-me em vácuo sem saber.
Chuva cresce pela vastidão da Esfera
que de pequeno a denso
e que ainda assim intocável
até reposares por queda,
embatendo à chegada.
É pelo ranger suave da corda das Cordas
que te sinto embalar em dança
e que olho nervoso.
Hoje dói-me a memória.
Ou será antes o pensamento?
Em todo o complexo do Tempo não sei
já se o foi ou não.
Vagueio por entre as sombras
que me limpam de mim e roubam
côr que é Essência.
Vergonha de não poder refazer, apagar
e de Ser. Essa mais que qualquer outra.
Incapaz. Fracassado e largado aos lobos;
carcaça nojenta que implora por esmola alheia
incapaz de se levantar a si: fazer.
Lixo sem respeito, sanguessuga.
És o que mais desprezo em verdade
e o que não posso esconder.
E, se em dúvida que não a há
então encontras a verdade que conheces desde sempre.
A palavra que sempre te descreveu.
é carícia em minha.
Sentir-te a tecla em piano vibrante
largado ao som da walça trás-me conforto
E depois quando me largas
largas-me em vácuo sem saber.
Chuva cresce pela vastidão da Esfera
que de pequeno a denso
e que ainda assim intocável
até reposares por queda,
embatendo à chegada.
É pelo ranger suave da corda das Cordas
que te sinto embalar em dança
e que olho nervoso.
Hoje dói-me a memória.
Ou será antes o pensamento?
Em todo o complexo do Tempo não sei
já se o foi ou não.
Vagueio por entre as sombras
que me limpam de mim e roubam
côr que é Essência.
Vergonha de não poder refazer, apagar
e de Ser. Essa mais que qualquer outra.
Incapaz. Fracassado e largado aos lobos;
carcaça nojenta que implora por esmola alheia
incapaz de se levantar a si: fazer.
Lixo sem respeito, sanguessuga.
És o que mais desprezo em verdade
e o que não posso esconder.
E, se em dúvida que não a há
então encontras a verdade que conheces desde sempre.
A palavra que sempre te descreveu.
Maxwell R. Black
May 21, 2012
04.00am
April 16, 2012
One Stroke
One tear of lingering memory
from a past that is now so distant
water that washes away every trace
of the steps we took on the crystal sand of yesterday.
Time it seems did pass
and you brought to light
a chapter that was left behind
so far back it was lost, locked away.
That was the chapter I died and in this one I've returned
a different person altogether.
A new unnoticed someone
more honest then ever before.
There is no bounding box
and the piano is now tuned
to another song. One of purity.
Me? I've grown way too much
and now I See.
I aspire to the other side of the River
and today I let the wind run free around me
so many brown and yellow falling
but so much yet to come!
(incomplete)
from a past that is now so distant
water that washes away every trace
of the steps we took on the crystal sand of yesterday.
Time it seems did pass
and you brought to light
a chapter that was left behind
so far back it was lost, locked away.
That was the chapter I died and in this one I've returned
a different person altogether.
A new unnoticed someone
more honest then ever before.
There is no bounding box
and the piano is now tuned
to another song. One of purity.
Me? I've grown way too much
and now I See.
I aspire to the other side of the River
and today I let the wind run free around me
so many brown and yellow falling
but so much yet to come!
(incomplete)
Maxwell R. Black
April 16, 2012
05.30am
March 16, 2012
February 16, 2012
Três voltas em torno do Sol
Fez já 10 dias que celebraste o teu terceiro aniversário, dia 6. Celebrei-o na minha mente (haveria sitio mais apropriado?) mas não te escrevi, por impossibilidade do tempo e da enferma. Sabes, porém que nunca me esqueceria de ti e que não te celebrei os anteriores com justa causa.
Estou aqui, como sempre estive e tu és parte de mim, os meus pensamentos…
Mudámos juntos e maturámos juntos. És o meu arquivo que tanta falta me faz. Seguras na minha bicicleta enquanto lhe dou os primeiros equilíbrios, testes.
Um commigo mesmo. Parabéns a nós (com uma semana de diferença e uma de atraso! :) )
Estou aqui, como sempre estive e tu és parte de mim, os meus pensamentos…
Mudámos juntos e maturámos juntos. És o meu arquivo que tanta falta me faz. Seguras na minha bicicleta enquanto lhe dou os primeiros equilíbrios, testes.
Um commigo mesmo. Parabéns a nós (com uma semana de diferença e uma de atraso! :) )
Maxwell R. Black
February 16, 2012
05.08pm
January 09, 2012
Oceâno
Porque nem todo o mar
que revolto bate em pedra
se celebra. O que se vê,
o que se sente é o que
verdadeiramente não importa
pois a refracção em mil
que da luz celeste resulta
rege apenas e só a consciência.
Mas até a espuma da areia se dissolve.
E se esse fluido tão solto
vence o duro então porque não eu?
Difere que eu não te quero luctar
ao invés contigo; ter-te.
E se em tu alma não pertenso,
que bem o sei,
então que raio estou eu a fazer?
Qual é a verdade que mo não digo
e que espero que sejas tu.
Que sentido é esse que me dou
que nem sequer me vejo ao espelho
ou o que vejo é apenas lago
vazio e azul;
A questão, as perguntas continuam a queimar-me
e se te não sentes fulgor então eu
que não comprehendo o que somos.
Porquê ser como àgua e Pedra quando podemos ser um?
que revolto bate em pedra
se celebra. O que se vê,
o que se sente é o que
verdadeiramente não importa
pois a refracção em mil
que da luz celeste resulta
rege apenas e só a consciência.
Mas até a espuma da areia se dissolve.
E se esse fluido tão solto
vence o duro então porque não eu?
Difere que eu não te quero luctar
ao invés contigo; ter-te.
E se em tu alma não pertenso,
que bem o sei,
então que raio estou eu a fazer?
Qual é a verdade que mo não digo
e que espero que sejas tu.
Que sentido é esse que me dou
que nem sequer me vejo ao espelho
ou o que vejo é apenas lago
vazio e azul;
A questão, as perguntas continuam a queimar-me
e se te não sentes fulgor então eu
que não comprehendo o que somos.
Porquê ser como àgua e Pedra quando podemos ser um?
Maxwell R. Black
January 06, 2012
06.06am
December 20, 2011
Orion em irmã de Luar
Porque não posso ser-te, cintura
celeste que me negas tão profundamente
quanto mais te amo?
Se sempre te dei do quanto era
sempre te mostraste a mim como
o mais valente guerreiro e, contudo,
tão delicado quando
os brilhantes diamantes que te fazem
mais que pérola e incandescente
da meia-nocturna.
De beleza e manto de breu te cobres para me não mostrares
a tua face occulta.
A verdade escondida de ti,
a beleza do misterioso que manténs
mesmo após a tua descoberta.
Olho-te ainda admirado
como quando ao primeiro dia em que te mirei.
Em ti te guardaste quando te pedi o allívio
de não ser mais Eu e a verdade
guardaste em sarcófago de pedra
para que não te lê-se nunca os olhos
lagos de gelo e mistica que sempre me negaram
mas que me desejam.
Ver-te rege-me como o que não encontro,
mesmo após tentar sentir-te em verde
e gritar-te ao azul do céu que te queria.
Ignoras-me porém que te quero
e agora as salgadas lágrimas do vazio da eterna procura
rasam-me os olhos que te anseiam.
Revela-te a mim e não deixes mais que
o vazio me tome.
Faz-me sentir Homem e dar-te o que é meu
e que a ti apenas pertense. Deixa-me fazer-te a Parte
que me completa, a minha verdade.
Não largues de minha mão ou me abandones
como te dá prazer fazer-me sofrer.
Três apenas. À cintura espada em luar por pano de diamantes.
Oriente.
Maxwell R. Black
December 20, 2011
03.35pm
December 11, 2011
Banalidades
Apesar de ser uma total banalidade e que não me agrada ver no contexto deste blog (pela sua natureza banal) não deixa de ser um desabafo de quem vê a falta de coordenação e incompetência sem que nada possa fazer para o corrigir.
É referente à alteração de Horários introduzida na CP e posta em vigor ao dia 11.
Horário visto, mudança de hábitos:
Para as aulas:
- Apanhar SEMPRE o Reg,
- O autocarro das .20 (quando o há) caso contrário a pé;
- Acordar meia hora mais cedo (min);
- Sair da última aula 30 minutos antes;
- Apanhar o suburbano as .13 (ou esperar uma hora pelo último);
- Chegar a estação de destino e vir a pé para casa;
Para saídas a 6a e Fim-de-Semana:
- Sair do local entre as 11.30 e as 12.30 (FIM DA NOITE, até a próxima!);
- Metropolitano de Lisboa (com as suas cadências de 20min mais Vmáx de 40Km/h);
- Reg das 12.15 em SA / Sub das 12.59 em Oriente / Sub das 12.46 em Entre-Campos;
- Estação-Casa a pé.
Em suma:
- A alteração de horários da CP só me faz perder os autocarros da RL (wtf??);
- O tempo de viagem (unica) ao centro de Lisboa sobe dos 25 minutos para cerca de 35/40 sobre carris e de 15 minutos para 25/30 onde deixa de haver autocarro, totalizando um extra de meia hora na melhor das hipóteses e sem contar com tempos de espera;
- Passa a haver comboios na Linha de Cintura só é pena é o resto das actividades não estar perto desta;
- A noite acaba às 11.30 caso contrário passa-se em Lisboa e sem abrigo até as 6.30 (7 horas de mendigagem, meio dia de trabalho);
Pode ter até ter sido uma boa alteração para as Linhas de Sintra e Cintura mas, mais uma vez, que fica na merda é a Linha do Norte.
É referente à alteração de Horários introduzida na CP e posta em vigor ao dia 11.
Horário visto, mudança de hábitos:
Para as aulas:
- Apanhar SEMPRE o Reg,
- O autocarro das .20 (quando o há) caso contrário a pé;
- Acordar meia hora mais cedo (min);
- Sair da última aula 30 minutos antes;
- Apanhar o suburbano as .13 (ou esperar uma hora pelo último);
- Chegar a estação de destino e vir a pé para casa;
Para saídas a 6a e Fim-de-Semana:
- Sair do local entre as 11.30 e as 12.30 (FIM DA NOITE, até a próxima!);
- Metropolitano de Lisboa (com as suas cadências de 20min mais Vmáx de 40Km/h);
- Reg das 12.15 em SA / Sub das 12.59 em Oriente / Sub das 12.46 em Entre-Campos;
- Estação-Casa a pé.
Em suma:
- A alteração de horários da CP só me faz perder os autocarros da RL (wtf??);
- O tempo de viagem (unica) ao centro de Lisboa sobe dos 25 minutos para cerca de 35/40 sobre carris e de 15 minutos para 25/30 onde deixa de haver autocarro, totalizando um extra de meia hora na melhor das hipóteses e sem contar com tempos de espera;
- Passa a haver comboios na Linha de Cintura só é pena é o resto das actividades não estar perto desta;
- A noite acaba às 11.30 caso contrário passa-se em Lisboa e sem abrigo até as 6.30 (7 horas de mendigagem, meio dia de trabalho);
Pode ter até ter sido uma boa alteração para as Linhas de Sintra e Cintura mas, mais uma vez, que fica na merda é a Linha do Norte.
November 25, 2011
Bitterness of green
There are these moments
wen you see nothing
blinded by what I can only describe
as rage.
I rises up your entrails
burning like acid fire of green
and the only rational though to mind
is where to burst the boiling lava
that fills your nostrils with the stench
of ignorance and oblivion.
So sudden as the first lightning bolt
that strikes with precise deadlines
just before the rain.
They just happen, these surges.
and then they cannot stop staring.
Why do they silently mock you
with eyes like spears covered in poison.
And the sound. That loud sound that
helps drown the thought
with barren words of pain.
Rugged words as hard as wood
and cold as iron that muffle
your… you.
Promises of nevermore?
A no-when filled with the taste of
bitter wind that boils as it hits the flesh,
blistering the mind and memories
of a perpetual non-existence.
wen you see nothing
blinded by what I can only describe
as rage.
I rises up your entrails
burning like acid fire of green
and the only rational though to mind
is where to burst the boiling lava
that fills your nostrils with the stench
of ignorance and oblivion.
So sudden as the first lightning bolt
that strikes with precise deadlines
just before the rain.
They just happen, these surges.
and then they cannot stop staring.
Why do they silently mock you
with eyes like spears covered in poison.
And the sound. That loud sound that
helps drown the thought
with barren words of pain.
Rugged words as hard as wood
and cold as iron that muffle
your… you.
Promises of nevermore?
A no-when filled with the taste of
bitter wind that boils as it hits the flesh,
blistering the mind and memories
of a perpetual non-existence.
Maxwell R. Black
November 25, 2011
11.51pm
November 07, 2011
Porque a economia interessa...
Em tom de brincadeira começou a discussão mas é uma verdade interessante. Assim, segue a comparação do Euro (€) com o Escudo ($):
- se era 5$ por pastilha, eram 100$ por 20 pastilhas, 200$ por 40 pastilhas
- a .05€ por pastilha, são 1€ por 20 pastilhas.
se 1€=200$4820 significa que, com 1€ comprarias quase 40 pastilhas e meia. Uma redução do poder de compra na ordem dos 50%.
Estarei a fazer as contas erradas? :\
- se era 5$ por pastilha, eram 100$ por 20 pastilhas, 200$ por 40 pastilhas
- a .05€ por pastilha, são 1€ por 20 pastilhas.
se 1€=200$4820 significa que, com 1€ comprarias quase 40 pastilhas e meia. Uma redução do poder de compra na ordem dos 50%.
Estarei a fazer as contas erradas? :\
October 03, 2011
Olá.
Tu não me conheces e eu também não me recordo de te conhecer mas precisava falar contigo. A verdade é que nem sei exactamente o que te quero dizer nem a que propósito mas senti apenas uma súbita vontade de te largar umas palavras sem olhar muito onde caíam. Sabes, tenho vontade de ver-te. Desde aquele dia em que te vi andar solo no metropolitano ficaste-me na mente. Diria até que tenho saudades disso. Anda, vamos passear o meu cão como pretexto e ter daquelas conversas intermináveis ao som da noite. Eu pergunto-te como estás mesmo, como está o teu namorado e tu contas-me tudo: as tuas aulas e como conseguiste passar a membro efectivo do grupo, os problemas com o teu pai protector e pedes-me concelhos sobre como voltar a conquistar um velho amigo. Enquanto isso paramos ali em cima, onde está mais escuro. O vento está forte como sempre mas ali é o sitio perfeito para parecermos dois lunáticos a olhar para o céu como quem perdeu algo. Eu aponto-te onde está a Cassiopeia, a Polaris e Orion e tu perguntas-me qual é aquela estrela quase a tocar o rio, no horizonte, tão brilhante. ‘É Vénus’ digo-te eu, feliz por te ver curiosidade. Vou levar-te a casa mas nenhum de nós quer mesmo ir embora. Mas a tua mãe já chama e amanha tens aulas cedo. Sentamo-nos um pouco na tua escada até me dizeres para te levar à porta. ‘Dorme bem.’
Hoje tem mesmo que ser assim mas amanha dormimos juntos! Prometo-te.
Hoje não se passou muito comigo. Porque eu sou o rapaz a quem nada muda da rotina. Saí a mesma hora, apanhei a mesma carreira. O motorista era diferente mas, naturalmente limitei-me a dizer-lhe um indiferente ‘bom dia’ murmurado enquanto lhe mostrava o passe. Felizmente hoje não estava sol. Esteve antes um tempo tropical: húmido e quente. Embarquei no mesmo comboio e depois no mesmo metropolitano saindo na mesma estação: faculdade. Tudo tão mecanizado ou não seria já rotina. As mesmas aulas de sempre, os mesmos professores e os mesmos colegas. Sempre o assunto da outra, ou conversa da treta como se tivéssemos que ser mais do que colegas de sala. Não vêem que não temos que ser amigos? Salvo raras excepções eu fico feliz de interagir no máximo com um cumprimento! Depois saí das aulas. Fui jantar (uma baguete, sai mais barato). Hoje a minha aula de química foi passada a tentar desenvolver um motor a vapôr! Sim, gente aborrecida... Depois saí, tentei ligar para uns amigos à distância (como todos) para ver se havia alguém com um tempinho disponível para mim apenas. Uns estavam no ginásio, outros a jantar com os maridos e famílias, outros em aulas: ninguém. Peguei em mim e fui até à rotunda nova. Apetecia-me andar. Aquele motor ficou-me na cabeça à falta de melhor quebra-cabeças! Fiz as duas avenidas e parei naquele bar onde estivemos uma vez em que andávamos numa das nossas caminhadas. Confesso que, lá no fundo tinha esperança de estares ali, a minha espera como se soubesses por magia que eu lá estaria também. Sentei-me a comer um gelado (manjericão com lima e franboesa) e comecei a desenhar o maldito motor. Escusado será de dizer que me perdi ali durante hora e meia. Segui para Oriente onde encontrei um amigo. Fomos beber um café por ali. Gosto de andar à beira rio e ver as estrelas. É mesmo o único sitio onde o posso fazer. Segui no último comboio e fiz a minha odeada viagem até casa.
Quando for aí a cima vais mostrar-me tudo! Quero ver a neve cair enquanto formos acampar durante uns dias. Nessa noite dormimos abraçados para podermos sentir o calor um do outro. Quero tocar-te a cara e poder olhar para os teus olhos durante tempo infinito e sentir-te respirar ao meu lado. Ou então levas-me a passear nas ruas obscuras da cidade que só tu conheces para eu poder cheirar a noite contigo e mostrar-te a que cheira. Roubar-te um beijo no topo da ponte mais alta e linda. E, na manha seguinte acordo abraçado a ti a ouvir os aviões rasantes ou contigo a tocares piano para mim e trazeres-me morangos com actimel a cama.
Enfim, num dia banal como todos o que mais te queria dizer era que hoje, como sempre, o que mais senti foi saudade de ti. Vontade de te ter a tempo inteiro, de partilhar contigo. E senti a indiferença do vazio por não te conhecer tanpouco. E é com este pensamento que durmo todos os dias agarrado ao travesseiro e acordo na manhã seguinte e vivo todos os dias a tentar esquece-lo ou encher a mente. Agarrado ao ‘um dia’ mas convencendo-me que esse dia nunca passará de pura invenção minha.
Quero saber de ti. Conta-me! :)
September 29, 2011
S. P.
Tu não me conheces e eu também não me recordo de te conhecer mas precisava falar contigo. A verdade é que nem sei exactamente o que te quero dizer nem a que propósito mas senti apenas uma súbita vontade de te largar umas palavras sem olhar muito onde caíam. Sabes, tenho vontade de ver-te. Desde aquele dia em que te vi andar solo no metropolitano ficaste-me na mente. Diria até que tenho saudades disso. Anda, vamos passear o meu cão como pretexto e ter daquelas conversas intermináveis ao som da noite. Eu pergunto-te como estás mesmo, como está o teu namorado e tu contas-me tudo: as tuas aulas e como conseguiste passar a membro efectivo do grupo, os problemas com o teu pai protector e pedes-me concelhos sobre como voltar a conquistar um velho amigo. Enquanto isso paramos ali em cima, onde está mais escuro. O vento está forte como sempre mas ali é o sitio perfeito para parecermos dois lunáticos a olhar para o céu como quem perdeu algo. Eu aponto-te onde está a Cassiopeia, a Polaris e Orion e tu perguntas-me qual é aquela estrela quase a tocar o rio, no horizonte, tão brilhante. ‘É Vénus’ digo-te eu, feliz por te ver curiosidade. Vou levar-te a casa mas nenhum de nós quer mesmo ir embora. Mas a tua mãe já chama e amanha tens aulas cedo. Sentamo-nos um pouco na tua escada até me dizeres para te levar à porta. ‘Dorme bem.’
Hoje tem mesmo que ser assim mas amanha dormimos juntos! Prometo-te.
Hoje não se passou muito comigo. Porque eu sou o rapaz a quem nada muda da rotina. Saí a mesma hora, apanhei a mesma carreira. O motorista era diferente mas, naturalmente limitei-me a dizer-lhe um indiferente ‘bom dia’ murmurado enquanto lhe mostrava o passe. Felizmente hoje não estava sol. Esteve antes um tempo tropical: húmido e quente. Embarquei no mesmo comboio e depois no mesmo metropolitano saindo na mesma estação: faculdade. Tudo tão mecanizado ou não seria já rotina. As mesmas aulas de sempre, os mesmos professores e os mesmos colegas. Sempre o assunto da outra, ou conversa da treta como se tivéssemos que ser mais do que colegas de sala. Não vêem que não temos que ser amigos? Salvo raras excepções eu fico feliz de interagir no máximo com um cumprimento! Depois saí das aulas. Fui jantar (uma baguete, sai mais barato). Hoje a minha aula de química foi passada a tentar desenvolver um motor a vapôr! Sim, gente aborrecida... Depois saí, tentei ligar para uns amigos à distância (como todos) para ver se havia alguém com um tempinho disponível para mim apenas. Uns estavam no ginásio, outros a jantar com os maridos e famílias, outros em aulas: ninguém. Peguei em mim e fui até à rotunda nova. Apetecia-me andar. Aquele motor ficou-me na cabeça à falta de melhor quebra-cabeças! Fiz as duas avenidas e parei naquele bar onde estivemos uma vez em que andávamos numa das nossas caminhadas. Confesso que, lá no fundo tinha esperança de estares ali, a minha espera como se soubesses por magia que eu lá estaria também. Sentei-me a comer um gelado (manjericão com lima e franboesa) e comecei a desenhar o maldito motor. Escusado será de dizer que me perdi ali durante hora e meia. Segui para Oriente onde encontrei um amigo. Fomos beber um café por ali. Gosto de andar à beira rio e ver as estrelas. É mesmo o único sitio onde o posso fazer. Segui no último comboio e fiz a minha odeada viagem até casa.
Quando for aí a cima vais mostrar-me tudo! Quero ver a neve cair enquanto formos acampar durante uns dias. Nessa noite dormimos abraçados para podermos sentir o calor um do outro. Quero tocar-te a cara e poder olhar para os teus olhos durante tempo infinito e sentir-te respirar ao meu lado. Ou então levas-me a passear nas ruas obscuras da cidade que só tu conheces para eu poder cheirar a noite contigo e mostrar-te a que cheira. Roubar-te um beijo no topo da ponte mais alta e linda. E, na manha seguinte acordo abraçado a ti a ouvir os aviões rasantes ou contigo a tocares piano para mim e trazeres-me morangos com actimel a cama.
Enfim, num dia banal como todos o que mais te queria dizer era que hoje, como sempre, o que mais senti foi saudade de ti. Vontade de te ter a tempo inteiro, de partilhar contigo. E senti a indiferença do vazio por não te conhecer tanpouco. E é com este pensamento que durmo todos os dias agarrado ao travesseiro e acordo na manhã seguinte e vivo todos os dias a tentar esquece-lo ou encher a mente. Agarrado ao ‘um dia’ mas convencendo-me que esse dia nunca passará de pura invenção minha.
Quero saber de ti. Conta-me! :)
September 29, 2011
S. P.
September 25, 2011
Algum dia...
Hoje lembrei-me de ti. E, de repente percebi o quanto de sentido tem esta música. Someday.
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