December 31, 2009

A não reflexão


É estranho olhar e ver toda a gente a fazer, escrever reflexões sobre o ano que finda agora e, ao olhar para mim, me sinto igual ao que sempre fui.
Não tinha intenções de fazer algo do género porque simplesmente não vejo o dia de amanha como o último de uma fase, ou o outro como o início de uma nova. Vejo apenas mais um mês que passa, mais uma estação num ano que se tornou longo de mais para que eu o contasse.
Fez dia 24, as 10.12am um ano desde que a minha vida decidiu mudar sem que eu o pudesse prever ou sequer celebrar.

‘Um dia vou sair para a rua e gritar que sou feliz. Hoje é o dia.’
E todos os dias passaram a ser: Um dia…
Um dia vou dançar contigo no metro, com a musica dos meus fones. Um dia vou escorregar nas escadas, na plataforma do comboio. Um dia vou chegar a casa às 4 e meia da manha porque estive a fazer amor contigo. Um dia vou dar-te um primeiro beijo no relvado, olhando para a ponte. Um dia vou cantar jazz contigo na estação do Terreiro do Paço. Um dia vou beijar-te no Caes do Sodré, quando fores para entrar no comboio. Um dia vou escrever o meu número num bilhete de comboio, dar-to, fugir e regressar 2 minutos depois e perguntar ‘eu esqueci-me do troco, não foi?’ (nunca fiquei tão embaraçado xD ). Um dia vou estar uma tarde contigo, onde não devia, olhando para o Pavilhão do Conhecimento. Um dia vamos estar juntos numa escada qualquer, em plena Baixa. Um dia vou andar do Cais do Sodré até à Praça do Comércio, ir até à D. João IV, subir para o Chiado e Camões, ir ao Principe Real, Rato e Amoreiras, descer até a Rotunda, subir ao Saldanha e descer a Alameda para apanhar o metro para casa. Um dia vou sozinho pela linha de Cascaes, perder-me em Algés. Um dia vou meter-me n’um comboio e sair na última estação, n’um sitio onde nunca estive nem sei localizar no mapa. Um dia vou conhecer os Jardins da Gulbenkian e Botânico contigo. Um dia, vais sentar-te a minha frente, no metro e eu vou saber tudo o que pensas e o que eu penso e, quando estivermos cada um na sua plataforma, frente a frente, vamos dizer adeus e partirmo-nos a rir. Um dia vou perder o comboio por 10 segundos e descobrir que o próximo chega duas horas depois e eu estou sem bateria no telemóvel para te avisar. Um dia vou fazer uma seca de 52minutos e uma curta pouco explicita. Um dia, vou chorar a cantar uma música sozinho, no Caes das Culumnas olhando o Tejo à noite. Um dia, quando esperar o comboio depois de um dia perfeito vou ficar espantado por vêl-o terminar com fogo de artificio no Oriente. Um dia vou ajudar-te a carregar malas no metro até Odivelas. Um dia levas-me à discoteca onde ficamos até às 6 e depois a comer um pão com Chouriço em Santos. Um dia, quando for no comboio vais lançar-me o sorriso que me mudou a vida e eu vou ficar aparvalhado o resto do dia, com um sorriso afectado na cara.
(Wow, where did that came from??)


***


Um ano em que os meses se alongaram tanto e o tempo se alterou que perdemos a conta ao próprio tempo que passou. Este foi um LOOOOOONGO ano para toda a gente. Demasiado rápido, demasiado longo. Como uma vida compactada em 365 dias… E, no entanto, não me sinto diferente do que me tenho sentido, não vejo uma marca agora. Mas olho como se tudo o que aconteceu n’ele fosse apenas um sonho. Um sonho que, depois de acordar, se esquece; pessoas que se esquecem. Uma vida vivida por outra pessoa que gostaria fosse a minha – eu. E que, agora vejo finda como uma página mudada. Look, the landmark is here. A turning of a page that I wish could be again. Uma longa vida que quero para sempre; ano de descobertas.

Portanto não, não vejo este momento como um fim. Vejo-o como mais um momento que parece eterno em si mas que depressa passa para ser mais um elemento na Caja de los Recuerdos. Um passado-presente que nunca o deixa de ser mas que ficará para sempre na minha memória.

Vivemos apenas enquanto as nossas memórias forem porque, no fim, nada mais resta que o que nos lembramos de ter sido.

Maxwell R. Black
December 31, 2009
01.40am

December 26, 2009

O post sem importância--

Anda, pergunta-me:

http://www.formspring.me/MaxwellBlack

Não é spam, é apenas um passa-tempo.

December 01, 2009

On my perfect day--


Two musics from my Subway ride, on my perfect day.





To you, my little stranger; your Lonely Traveller.


***

Aptece-me correr pela praia, sentir a agua que bate no mar e me escorre pela face, salgada de dor e tortura: pensamento que em minha mente condiciona o que a ti penso, fasso.

November 24, 2009

Um carinho de despedida de uma lágrima de prata.

This is me flying away.
I asked you for your heart
to be the wings of this lost angel.
But no hand can control the faith of Man
and no sea is ever enough
for the curling sand under the stars.

A lágrima que me cai pelo rosto deixa-me
dos olhos como a dor que se abate em meu coração.
Não mais te prenderei por mim;
não mais o sentimento de te deixar partir,
vontade de te beijar e não poder.
Não mais tornarei a teus olhos
que não vêem ao que sou ou a eles passo sem que olhes.

Perco-te, e guardo para mim o gemido de quem larga o seu boneco de pano,
abafado pelas mãos da infortunea trama que me prende.

Deixar-te-hei agora, se vontade de o fazer te consome
ou se a pura indiferença da minha existência te toca.

Uma eterna lembrança de um caes e rio em mim ficará:
embriagues de um passado que, em meus braços anseio.

Um carinho de despedida de uma lágrima de prata.

Maxwell Black
November 24, 2009
06.04am

November 23, 2009

Today, it is I / Candle by the Lake shore.



Today, it is I.

I who used to dream of a future,
I who used to fly every night
feeling the wind in my hair,
absorbing the moonlight and the stars and the planets.

Now I died.
Frozen inside, like the little boy
staring at his dream and yet, so far away.

But unlike you, I froze all the way,
like a tree to its core,
roots deep into a brown of worm
and yet, so chilly the wind here, outside.

Numbness—
Stop the thought on this week carcass
A corpse, a fetus of a dream never to come
into reality.

***


This is the story of a grown bird that was never meant to be.

And then, silver
from his green eyes of a field
of freshly moaned grass.
The smell of the little flame, still fighting in the tip
of the candle, curling in itself in blue dim light.
It was the only light in the room and there, in his corner,
David looked at the bare walls around him.
There, over that table the flame tried to be still.
A shadow in the grass where David sat.
The blue trembled, reflecting in the silver and the old piano;
A gush of wind rustled the brown leaves from the white branches,
Red lips in her fare skin, a kiss of eternity in him.
There, in his grass and corner and silver,
David looked at himself and saw that there was nothing in him,
nothing to be said or written or told.
Just a story of a never supposed to be.
That night of stars and Orion was the night
when the last key was ever played.
It was the night when he decided never to be again.
He dove into the dark lake, never to be seen or heard or touched.
Never to be found again.

Maxwell Black
November 23, 2009
02.08am


November 20, 2009

It is done.


I think of nothing.

I eat not, I sleep not.
I am, once more, lost; Alone.

I see you there pretending to be okay,
softening a reality for me
and I think I don’t want you to,
I don’t want you.

I talked to your present
and realized how lonely he is just with you.
I look at you and am unable to See you
but your future: that special someone
that will make you turn your head
fall in love.

I wish I had been that someone
but, as before I am no more than a friend now
and a stranger tomorrow.

I truly know your future,
because I have lived it.
Over and over my reality repeats itself
never to change.
I should be used to it by now.
Yet it pains still.
No more will my heart be given to anyone.

No new rivers will grow nor trees planted;
no more suns and starts to be shared
no more rides among the clouds
in a magic flying carpet.
It is done.

Maxwell Black
November 20, 2009
02.46pm

November 16, 2009

A false reality.


There are no such things as Angels


Stolen from Frank Boltzmann

O texto que não era suposto ser publicado.

1.38 da manha. Olho para o relógio e penso que estás a dormir. Quero mandar-te, nem que seja uma mensagem porque estou a precisar de ti. Preciso daquele estalo psicológico que me trás de volta à racionalidade. E depois penso que não estás ai, não estás aqui. Penso que deves estar ocupada, trabalhos, frequências, com a tua vida. E já não faço parte dela, not really. Magoa-me saber que me prometeste sem palavras que estarias sempre aqui para mim e, depois, por uma razão ou por outra te vais embora e me deixas sozinho, sem dizer nada mais que um simples e falso ‘eu continuo aqui.’ E um ‘eu não gostava de ti apenas como amiga’. This is me putting my foot down and saying: I don’t care. I want you here, the way you were. I want you here for me! NOW!!
E pergunto-me agora se deva publicar esta entrada. Porque não quero que leias. Não quero que penses nem comente. Não quero que continues assim, a dar-me migalhas do que antes foste e a tentar convencer-me que sabem ao mesmo. Porque me conheces o suficiente e sabes que nada vou fazer que não deixar-te assim quando te quiseres ir. E porque é que isto veio? Porque é que a pequena revolta never to be told chegou até mim?
Porque aqui estou, mais uma vez com uma corda que me pus. Mais uma vez um golpe na cabeça, no peito, pelos estilhaços largados de uma inevitável bomba fabricada e detonada por mim.
Por fim tomo a resolução que penso fazer desde há muito; o fechar complecto de uma porta na mente e a do coração. Não preciso mais que me queiram, que me matem a cede de sentir, o desejo de sentir algo que não dor. Fechei também a tua porta que não queres fechar porque, em ti, não queres deixar o passado. Porque vi já o que fizeste no passado. Mas aqui te lembro que não deixo de te responder. Mas simplesmente não quero que me sustenhas uma parede herguida em cima de uma trémula fundação com, agora apenas uma pequena viga de sustento.
E não te vou dizer o que penso nunca, nem fazer o que penso, nem deixar o que para trás está; o tempo que, ao fim de tantos anos, percebo agora, teimou em não passar. Esta não é uma arte de sustento de vaidade de alguém de falsa modéstia mas a linha do pensamento que flui, mais uma vez, sem o crivo da racionalidade. Tudo porque me contaram da vida e me disseram que nada queriam de mim a mais que um amigo.
O velho discurso que diz que: és uma boa pessoa mas estou à espera de algo mais. O mesmo discurso que, depois de inadvertidamente to ter dado, tu mo deste.
Que vontade de correr pelos montes verdes onde, um dia nos deitamos os três. E, nessa tarde, por breves instantes, pensei que te tivesses esquecido do teu passado recente e que tivesses voltado ao que éramos. Mas comprehendi a pouco que, como eu, tu não esqueces o passado e nada torna. Por isso, ao fechar a tua caixa para a arrumar ali ao fundo, fecho também a porta do músculo que restava, do outro lado. Porque não quero mais que alguém se deixe atravessar na minha mente para depois me deixar para trás com um aperto de mão.
Estou largando o passado e esquecendo a vida que tive para regressar à minha reclusão prévia que nenhum de vós realmente conheceu e que apenas uns que ainda raramente estão observaram de longe. Agora, desejo regressar à minha paixão de creança com a mesma inocência que tinha mas com a maturidade de agora.
Verêmo-nos por aí, do outro lado da rua.

Para todos quanto realmente me conhecem,
Para todos quanto pensam que gostariam de me conhecer,
Para todos os que, depois de olharem, perderam o interesse,
Para todos quanto conheço ou não.

Sérgio P.
November 16, 2009
02.21am

November 10, 2009

Where the hand of seconds it the same still.


Empty of something like feeling.
A train that I earn to pass and that is still.
Another airplane,
a trip above the earth and the mundane,
among the clouds and the stars
that guides me, a Lone Traveler
through time and space to live nothing
but an attempt at what I call Life.

Should I construct an illusion of wind,
a sand castle that invariably ends up
washed by the foam and mist of the ocean,
where no living been can be for longer then
a single breath of the trees and the rain of the shore.

Please, let it shine no more,
Let rain and snow and wind
fall from where dreams are born and fantasies live;
a sole reality ready for me,
A desert of frozen sand in a scalding sunlight.

Nature flows down a mountain where earth
and sky meet, forever to be enclosed in a capsule,
A seal never to be broken by either man or beast.

A place where the rain falls towards the heavens
and the brown leaf from autumn returns to the
spotted branch of nearly white cover that
disguise a liquid that floats like fireworks
up the veins of the earth to be released from
nothing but a fringe where the dead meets living
and the inanimate turns into a moving reality
that guides a flowing wind out, towards space.

I earn to be something more than a mundane
that disguises itself for being of gold
but in reality knows of its rotten inner self.
I want something more of myself
I want to be good. I want to be the best.
Ancient clockwork in spirit but whose mind
is still raw; as far from perfection as in can possibly be
and forever falling away from it.

Disappointment is what fills more and more
a mind of waking and yet still be sleeping
in a world where the day in still the same
every single time; where the hands do not move,
neither inside or out.

A clock stopped in its own time
In itself and around it,
never to be brought back to live again.
I’m sorry for having disappoint you
And to continue on doing it every moment,
second that lasts forever.

To be dedicated to myself.

Maxwell Black
November 09, 2009
08.21pm

November 09, 2009

Adeus ao passado; adeus a ti.

Como cresceste tu, do que eras ao que agora és?
Como foi que a creança que hontem corria comigo
pelo relvado verde de verão, e se deitava
de baixo das àrvores,
olhando as nuvens e vendo figuras
puras do céo estrelado.

Agora creasceste em algo que não reconheço, já.
O teu corpo pouco mudou mas a tua mente…
Está differente. Alguns chamar-lhe-iam mais madura,
eu simplesmente digo differente.
Trabalhas, pensas em ti e n’alguns outros…
Vives uma vida tua, decides o que decides
e Vives.

Não sei como. Não sei se fui eu que
parei ou tú que andaste de mais para o meu passo.
Passaste ao meu lado e continuaste,
olhando, de vez em quando, confirmando onde
estava e seguindo em frente.
Não sei que mais pensar, sentir.
Não creio mais que o que passou torne.
‘Temos que nos adaptar’, right?

Maxwell Black
November 06, 2009
03.59pm

October 26, 2009

Alone once more I travel through an endless Universe--


Why must a travel be made by the self?

No one to share it with, no thoughts that are not yours;
A soul mate that is no really a completion of me,
not me.

The show must go on,
as a train that only stops for a few seconds
only to leave afterwards,
with nothing but memories as passengers
and no real anything.

Hope that lives still where there should be none
of finding the One who will sit close to me
and fly in my magic carpet, to know the place where
the clouds are orange and, when you look up
to see the beautiful sky that is the rings and the planets;
Hope of finding my one blue rose,
My Orion on earth, the red Satine of my writing.

My missing wings of guard
that burned while tumbling down
to this burning earth of cold and nakedness.
A single drop of salt water from a burning green eye
of inner grey and a tree of Winter soul.

A tango of jealousy,
a love that does not belong to me and yet
one I earn. A jumping curiosity and a heart
so desperate to love that can’t help but to be disappointed
at the human reality.

And yet, as soon as denial can manifest,
love is already destined to someone not from myself
but only a cover for this endless sadness that’s has fallen
over me, the medley of my mind and heart
an honest tear of something that neither I nor anyone else
can define as either happy or sad.

Alone once more I travel through an endless Universe
and see the stars and the sky by myself.
Now and forever.


Maxwell Black
October 25/26, 2009
00.00am

October 23, 2009

Because today was a Good Day.

Because today was the best day in ages;
because today I felt good, for a change,
I can actually say I got stuff done.
Because today I was me with no pretense or politeness;
Because I was to myself for a full day,
and I had a smile in my face all afternoon.
Today I dressed well, walked my streets,
rode the subway and the bus,
meet four new neighborhoods and seen new people.
I’ve mocked and been mocked, I laugh with my soul,
I rode the bridge with a frightened someone
and seen the 8th hill of Lisbon ( XDD).
Because today I meet you and me.
Today I passed four times in Cidade Universitaria
went to Lisbon north and re-met the place where he lived.
Because today was a Good Day.

Maxwell Black
October 23, 2009
01.53am

October 18, 2009

Perdida ela em teu rosto.

A ultima prenda que deste foi uma melodia
tocada por outrem mas que me encheu a vida e a alma.
Hoje e, por uma só noite choro.
A partida de ti, do que passado foi
e de uma unívoca amizade mais forte
que qualquer palavra ou sentimento ou pensamento.

Hoje, digo-te adeus.
Deixo-te apenas partir como é de mim;
deixo-te navegar ao sentido que te guia
não mais em meu rumo.
Deixar-te-ei livre dos meus lamentos de vagueador
e da pedra que te sou: que sou.

Respira a liberdade trazida à brisa
do que te fez crescer sem quereres.
Sente agora a vida que te faltava, o sentimento que
tanto adoraste em creança e que agora te finalmente chega.
Não deixes de olhar nunca em frente,
no que há-de; em quém hás-de.

Agora ,e, por uma única vez te digo e levanto
o peso do passado de que te livraste faz muito.
As palavras que nunca ouvirás de mim,
os pensamentos que eu nunca terei para ti, enquanto Ser.
A racionalização tão inocente de encarar a realidade e fazer o que deve ser feito.

Não. Não correrei.
Porque não precisas. Nunca correrei eu.
Porque não preciso.
Voarei apenas em mim próprio com o sentimento a que me dou
porque, aqui, de nada vale.
Para cá, onde o azul torna a castanho de lodo;
e a ponte, ao longe, jamais responderá aos chamos dos innocentes,
Deixo-te, navegante das ondas do tempo,
na bahia dos lobos, para que não mais olharei.

Agora, de volta eu n’um não ser que sobrevivo,
Pego no meu desagrado e torno-o em obrigação;
Algo que não te inclui.
Perdoa-me por te desacreditar e te querer tão como nunca.

Maxwell Black
October 18, 2009
03.33am