Um projecto de escola: O mistério de Lisboa
What do you think? =)
É aqui que sou apenas eu.
be erased, never to be read again.
Maxwell R. Black
26 Jul 2009
09.42pm
It's raining.
It falls upon the dust that has become the soil
for lack of water for so long.
all the weeds have long succumb to the scalding heat
and the trees no longer have leaves,
their branches slowly cooked to the sun.
Yet this blissful liquid of life
turns to smoke as it first touches the ground.
The yellow of light is to much.
The reflection of it in the pale sands
blinds whoever willingly watches it.
But, suddenly a first drop touches the earth.
Silence is the only noise that the air can bring itself to spread.
Then a second drop falls. Then the next.
The dust rapidly soaks into mud,
The rust branches of the dead tree fall to the ground
shattering like the light that now shines
through the dense grey mist of the sky.
And the unbreathable air of scalding ash
dissolves to reveal nothing but an atmosphere
of purity and invisibility.
It is not so hot anymore.
Now that the drops from the sky are common
the feeling of a burning prison is gone.
Now, there is only the rain and the new tree
that has since started to grow.
It will be again as hot as once was.
Yet nothing can be done to prevent it.
There’s only a hope that the scalding sun will keep hidden
in the white of the blue sky;
that the air will keep being breathable
and that the tree lives still in this new land
of natural rationality.
Maxwell R. Black
22 Jul 2009
03.14pm
Em Espanha também já há. Até quanto portugal vai continuar nesta mediocridade nojenta, com as suas merdas de politicices, sistemas de educação, saúde e justiça que está mais que provado no estrangeiro que não resultam e aquela mítica preguiça portuguesa de se sentarem em baixo do chaparro, mexerem uma perna e dizer: 'porra, hoje trabalhei imenso!'
Já chega de merdas! Chega de darem a desculpa do Salazar para a merda em que estamos. Nem esquerda nem direita fazem nada e ainda têem a lata de dizer que, no tempo do anterior era mau e agora é um mar de rosas. O que está mal muda-se. E aqui o que está mal é a mentalidade inculta e retrógrada a que só interessa novelas da TVI, o que é que o Ronaldo fez hoje e a moorangada.
ACORDEM PARA A VIDA E LARGUEM AS CHUPETAS DE PUTOS MIMADOS! ESTÁ NA ALTURA DE CRESCEREM!!
É estranho pensar que, ao fim de tanto tempo que vivemos, conheçamos já milhares de pessoas. Pessoas com quém trocámos palavras de amizade, com quém partilhámos momentos íntimos; pessoas a quém demos o nosso amor e a quém partimos o coração sem dar conta.
Gosto de pensar que cada uma dessas pessoas que conheci me mostrou algo de novo; algo que me ajudou a construir o que sou hoje; uma perspectiva diferente de um assunto mais que conhecido do mundo. Instântes tão breves ou longos mas que, apesar de passados, não me deixam seguir em frente sem que deles me recorde. Uma dolorosa despedida de anos, uma mentira profunda, uma pastilha atrás do balção ou um pedir de uma borracha na secretária de trás. Imagens efémeras e insignificantes de um passado que marca o presente a cada pegada que deixa.
Lembransas deixadas por gente que, com o tempo, perde o rosto ou o nome mas que, apersar de tudo continua n'aquele momento especial em que as nossas vidas se cruzaram.
Depois de meia década de vida vivida e d'ela constructiva apenas uns tantos meses, não sei como hei de me fazer lembrar. Gostaria de pensar que, na outra linha, também me recordarão n'o tal momento mas temo que nem todos dêmos importância ao mesmo. Talvêz eu passe a ser mais ima cara estranha quando por mim passar, do outro lado da rua. Talvêz eu fassa uma vaga recordação, sem se reconhecer de quando ou onde ou com quém. De uma maneira ou outra, a minha memória só a ela se pode privar e, por mais estranho que parte da multidão tornar, quém vê não o é.
Can a person remember the Rebound Guy ou quém te olhou n'aquela noite? Provavelmente não.
Maxwell Black
12 Jun 2009
06.14pm
Por isso desafio-te. Se achas que este texto é sobre ti, deixa um comment com o teu primeiro nome e onde nos conhecemos pela primeira vez. Que testar se te lembras de mim ;)
Yet another cycle and another turn round the sun.
and, still here a lay, looking at the gray walls
and the shut window. The burning candle that was
The notes gather, more and more, covered now
Just a dark flame of colour and still
And still more notes on the wall.
Para alguém que ainda 'Hoje' conheci mas com quém me lembro de um passado que nunca existiu. =)
Maxwell Black
25 Jun 2009
02:49am
Is it never my turn?
Nunca será a minha vez de escolher o que quero,
quando quero
Porque nada do que do passado se alimenta uma vontade retorna
àquilo que nunca foi, ao que nunca será.
Nunca serei apenas eu, quando uno era o pensamento
e o sentimento do que possivelmente seria a melhor coisa que passou.
Mas, à altura, a esperansa do que valeria seria combustível
ao fogo que tornava carvão nada mais que a própria e o sentimento.
Tal como uma natural planta, cresceu, viveu e depois evaporou-se,
como se nunca tivesse existido, sem que alguém alguma vez se lembrasse que havia sido.
é esta a verdade de que foges quando ela chega.
Quando o vapor do não toque que existe se achega,
dando não sinal a quém se levará para não lembrado ser mais.
Porque a amedronta do esquecimento presente está em todo o Vivo.
Doce àgua que desce por tal leito fresco e límpido
e que suavemente choca com o minério uma vez coberto por outro.
Tal como o pensamento de não existência depois de ser esoa
porque não retém o sal da àgua que em mim gera.
Nada mais no pensamento ilógico que, ao tempo de decorrer se prende;
ao falso sentimento tão real que surpreende o próprio da sua existência
e tenta irradical-o de uma personalidade que não o permite.
Nada mais que a ultima oportunidade seguida da frustração e desiluzão
a que me habituhei já.
Um Adeus do próprio que dura eternamente como a calma noite sem Luar na mente incógnita.
Ao olhar para ela, do interior,
observo as florestas perdidas de àrvores e histórias e construções.
e penso no passado a que, vivendo elas viram passar,
às tristes realidades que do passado fizeram dela casa e que no Futuro pereceram à sua fútil tentativa de vida.
Panso no quanto da massa é verdadeiramente significativo no Todo
e renego à parte onde me botaram sem opção de mais.
Mais uma vez adeus digo ao passado presente do qual o pensamento não esquece
e tenta esquecer.
Ao que seria na mente mas nunca no 'real'.
É de facto espantoso o quão aparentado da realidade pode ser um filme. No meio de tanta ilusão e imaginação é, de facto raro algo tão sentido e real. Pássa-se em Paris mas esse facto é apenas relembrado pela língua dos discursos porque a trama, essa poder-se-ia passar em qualquer escola da minha realidade.
Não é um filme ‘comercial’, não tem banda sonora nem os actores deslumbrantemente falsos do cinema americano e, ainda assim, surpreendeu-me tanto que ainda mal consigo acreditar nele.
Logo no início, a hipocrisia emanada pelo director é salientada pela proposta de um sistema de penalização dos alunos ‘semelhante à carta de condução’ em que se retira pontos aos mal-comportados. A utopia e abstracção da ideia só é superada quando, passados cinco minutos de discussão sobre o tema alguém diz ‘bem, vamos passar a um assunto mais importante que é a subida do preço do café da máquina de 40 cêntimos para 50 cêntimos.’
Uma escola moderna, com boa apresentação, perfeita para um postal e complectamente desadequada ao propósito. Um pátio minúsculo, com solo em cimento e um muro altíssimo, que quando olhei e vi, apenas me lembrou uma prisão. Salas de aulas minúsculas onde mal espaço há para 25 (ou, como numa escola secundária normal em Portugal, 35) alunos se moverem. Mas não, nas salas desta escola não havia um computador da Era da pedra que não funciona decentemente com um sistema de anti-virus/SPAM ineficaz em cada sala. Nem cada aluno tinha um computador portátil. Mas isso não impediu a minha parte preferida do filme: quando os alunos e o professor deixaram de falar do programa e passaram a falar da vida, do que é que cada um considera pessoal e de discussões filosóficas e constructivas. Onde cada um naquela sala se expressou e onde, por momentos, toda a gente estava interessada no mesmo.
A Turma levanta a mão e diz: chega de gente que não sabe o que faz. Chega de meter políticas onde políticas não se devem meter. CHEGA DE SUJAR BOAS MENTES COM A VOSSA SUJA HIPOCRISIA.
Maxwell Black
07 June 2009
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