Maxwell R. Black
24/ 27 April, 2010
April 27, 2010
Atlas
April 18, 2010
Como se hoje fosse apenas um mais.
retorna, á tua forma.
Porque eu nunca soube o que era a tua essência,
tão escondida à luz que te esqueceste o que era ser humano.
Fizeste com que eu me deixa-se sentir o toque
da felpuda lã ao cachecol de Inverno e partiste
ao último raiar da nocturna eterna.
Porque agora,
ao passar o meu dedo ferido por cada trajecto que fizemos
é como se o último fôlego de vida de súbito me largasse
e o ar escasseia-se aos meus lábios pelas salgadas lágrimas
que o humedecem como uma chuva de Verão rega os prados de vida.
É o sentido de te perder que me arrefece a mente
e me deixa solo, nas eternas questões sem resposta de quem ama
quem não ama.
Porque contigo foi a primeira viagem ao cume do mundo,
olhando a foz do eterno rio salgado
ao brilho encerado do sol de fim de tarde
que testemunha a intimidade perdida de creança que teimaste em perder.
Salgado rio que me conhece a vida melhor que ninguém
porque, vejo agora, testemunhas-te toda uma.
Se, em tempos bradariam por ruas fora a lançarem-se-te,
a mim foste o passivo espectador que observa todo um palco de infames
desventuras banais que a todo imponente lhe parece.
Ao último crepúsculo olho aos amarelos que ainda
me recordam e, à noite, ao ouvir a maré-alta quebrar-se ao entrar o porto,
fecho os olhos e sinto as memórias acariciarem-me o rosto
nas esperança que a brisa de seda as leve da mente.
Maxwell R. Black
April 18, 2010
09.58pm
April 11, 2010
Cause today--
Enjoy my imaginary hypothetical good night! Better yet! Enjoy YOUR perfect day :)
Maxwell R. Black
April 11, 2010
03.40pm
I gotta--
I gotta Feeling
Porque cada vez que oiço esta música me lembro de ti. Porque a associei a estarmos naquele carro, ao meu cachecol-- Merda! Porque cada vez que a oiço o meu mundo ainda pára para que as lágrimas me escorram pelo rosto; que fecho os olhos e me esforço para que elas não o façam-- Porque tenho que sair da discoteca para que ninguém me veja-- À minha memória crua e exposta. Porque é degradante o quão baixo se rasteja por algo que não era suposto ser, mais uma vez, algo que deixei que me chegasse fundo quando conhecia o anunciado fim. Mea culpa por quere-te...
Maxwell R. Black
April 11, 2010
05.55am
April 06, 2010
Un bel dì, vedremo
levarsi un fil di fumo
sull'estremo confin del mare.
E poi la nave appare.
Poi la nave bianca
entra nel porto,
romba il suo saluto.
Vedi? È venuto!
Io non gli scendo incontro. Io no.
Mi metto là sul ciglio del colle e aspetto,
e aspetto gran tempo
e non mi pesa,
la lunga attesa.
E uscito dalla folla cittadina,
un uomo, un picciol punto
s'avvia per la collina.
Chi sarà? chi sarà?
E come sarà giunto
che dirà? che dirà?
Chiamerà Butterfly dalla lontana.
Io senza dar risposta
me ne starò nascosta
un po' per celia
e un po' per non morire
al primo incontro;
ed egli alquanto in pena
chiamerà, chiamerà:
"Piccina mogliettina,
olezzo di verbena"
i nomi che mi dava al suo venire.
Tutto questo avverrà,
te lo prometto.
Tienti la tua paura,
io con sicura fede l'aspetto.
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night'
Some people do change. But change is not withough responsibility. You change and you have to face whatever comes (and whomever goes). And if you go you have to learn how not to be there, how not to say what you thing. You have to learn you've lost your right to do so. Change for the good or for the bad? Well, that really depends on which side of the fence are you doesn't it? You just have to realise that not everyone walks at the same speed. Some do not move at all. How do I face it? How does a brother loses a sister in a pear, one in a ship to go across the Atlantic, the other in terra-firma for eternity? He just shakes his white handkerchief and smiles for she is looking for a better future for her. But there is a time when you stop grieving and accept your loss.
Choice comes with responsability.
Maxwell Black
April 06, 2010
April 01, 2010
Em resposta a um texto sobre tempo, pelo Alex:
É raro eu fazer comments seguidos mas fiquei a pensar no assunto (e não me pôs no melhor dos humores).
O tempo passa tão rápido que não damos conta. N'um piscar de olhos saltamos anos em frente, saltamos vidas. Vidas que passam por nós e vidas que deixam de fazer sentido connosco. E, depois, olhamos para trás. Nas alturas em que precisamos de recuperar o fôlego para continuar a luctar em frente paramos. Paramos e olhamos para trás e não vemos nada. Nada do que aconteceu nesse tão longo tempo que tão depressa passou, ficou. Quando o tempo passa nada fica: os amigos vão-se, os corações por onde navegaste, a cama que partilhaste, os bons e os maus momentos onde mentes se tocaram, onde se complectaram. Tudo morre e tu ficas solo. Porque é isso que acontece ao fim da vida: tornas-te numa concha. Uma concha oca e cheia de memórias apenas. Tudo o que está a tua volta morre. As plantas crescem de novo mas não são as mesmas. Nenhuma folha de relva é a mesma. Porque enquanto ficas aqui e olhas para o que te tornaste pensas: valerá apena continuar em frente para ser uma tosca concha vazia de tudo? E é aqui que estamos. É este o impasse onde navegas durantes uma eternidade. E até aqui o tempo não pára. E quanto mais tempo não fazes nada, mais rápido ele te pássa, mais olhas em volta e nada vez, mais te afundas sem que consigas fazer algo. Até que o teu último fôlego deixa a tua carcaça agora podre de memórias e apenas morres. Cá fora, tudo na mesma: quem te tocou em tempos zarpou para longe já e tu mesmo não passas de uma leve memmória: o What's-his-name back when I was a child... Não sei como continuar sabendo que sou apenas uma leve memória que depressa se perderá no baú de memórias. Mas sei que tenho que continuar. Prque, no fim, é um instinto primordial de sobrevivência. Luctas porque não queres morrer e vives num constante limbo: nem vida, nem não vida. O tempo pássa e não pássas de uma memória.
Maxwell R. Black
April 1, 2010
05.53pm
Today: me
Quero algo... mas que quero eu?
Hoje, este sou eu.
Maxwell R. Black
April 1, 2010
12.38am
March 27, 2010
To the waters and the wild
With a fairy hand in hand
For the world's more full of weeping
Than you can Understand.
Your quest will be perilous
yet the reward is beyond price.
Discovery is quite possible
Our blue fairy does exist in one place
and one place only:
At the end of the world
where the lions weep.
Here is the place dreams are born.'
March 19, 2010
My whisper of Angel to your heart.
Quietly I listened to your pulsing,
the song of an early bird that sing in this night of rain.
Your stillness in this Winter cold embodies me
as I struggle to keep up with your pace,
Fighting for every breath with you.
My whisper of Angel to your heart,
simplicity of movement that makes the city a breathing soul.
Shadows of a thinking mind: both you and I.
Tuned into each other, your heart and my soul
I fight to be you and still one.
The smell of your calmness,
rain that has just started, cold shivers of a darken sky,
beautiful intertwine of undefined shapes
reality of your complex being and simplicity.
No words are enough to say how you,
my dust from star, green of grass;
should ever be.
Until today. Belief of a better reality
a goodbye that was never said but thought.
Letting go of a see whose blue of waves still crash into my
pacific tree, along the show of one not so distant white lake.
Words refuse still to run my finger as a rush of
something goes through me, electric as tomorrow
NightLife of an attempt at survival.
Because that is when I can smell you,
when I get to look at your pale eyes of that dark blue
and when our oceans of acid green water collide
into an imaginary ocean, there, where the rings and the Maple Trees
Live and the vortex of All Time starts.
Truth may never reach this so forgotten soul
in the vastness of your existence.
What do I have to aspire at anyway in a world where you do not belong?
I'll navigate my way through, lonely traveller;
watcher among the crowd never to be seen or heard or touched.
The non existence of our single identity; you and I.
Maxwell R. Black
March 19, 2010
03.28am
March 02, 2010
Change.
We either adapt to change or we get left behind.
It hurts to grow. Anyone who tells you it doesn’t is lying.
But here’s the truth: sometimes the more things change the more they stay the same.
And sometimes-- Sometimes change is good. Sometimes, change is everything.'
Grey's Anatomy, Season 4, Episode 01.
February 16, 2010
Perdido ao som de ti.
e cada vez que te vejo circular
do outro lado do mundo, de onde vêm os sonhos feitos
de onde as teclas do piano voam com uma simples melodia
vejo que as débeis flores brancas de jovial pensamento
jazem agora imóveis a teus pés: mortas.
e sei que buscas algo que em mim não soa.
algo que eu, como sou desejaria dar-te, possuir
mas que, em espelho de mim não encontro mais que um querer.
Pois tento sê-lo contigo mesmo depois de ficar;
triste murmúrio de palavra calada pelo pesado silêncio de nós
por mim.
Creio que não tornaremos mais.
Cada doce beijo que trocamos, infinito em si e intemporal
ao tempo que teima em passar e nos deixar,
Cada olhar não dito da tua alma e da minha que soldo
vem-me à mente como um brusco relampejo,
ofuscante luz que me bloqueia os pensamentos
e deixa-me apenas com a tristeza de não poder ter-te em alma.
Apenas teu seria, como a eterna rosa azul
impossível em si e unicamente una consigo,
flor de jardins encantados no antigo palácio real
d’os perfumes da realeza deambulatória à secreta luz da lua
no randez-vous cortês e no romantismo passado.
Sentidos a um todo que ferem o interior como um pedaço
que não mais é, queimado e apodrecido pela solidão.
Chama do presente que marca de negrume o símbolo das eternas àguas
caído à ânfora do conhecimento e por onde passa a vida
para ser absorvida mas sempre deixada, intacta e sem máculas
dos descalços pés à erva do eléctrico que agora não passa mais.
Ao teu retrato falo porque o não posso à face.
Porque não o sinto quando em ti e mo não deixas.
Tentar ser-te é ir contra a natureza da Natureza; ser.
Mereces o que não te posso ser e o que procuras sem lágrimas de solidão:
agora é a minha vez.
A ti, que deambulas à velocidade da vida e que por fortuna comigo colidiste.
Maxwell R. Black
February 16, 2010
01.39am
February 09, 2010
Sentido do adeus que perdi.
Uma música que não gosto, por alguém que não gosto e de um programa que não sigo e que, ainda assim--
Um ano,
uma volta em torno da luz que me cega sempre
a cada dia.
Vivo pelo sentimento de apenas viver
o pelo que hoje não existiu nunca.
Lembranças ao nascer do sol, como se o verde da relva
uma despedida tua, lágrima que eu não senti; não vi.
E, se o teu branco cavalo de renda que se desfaz ao som do mar
um dia tornar, que não espero
teria sempre um rochedo de dura pedra onde olhar o horizonte
perdendo a as crateras por onde nasceste e cresceste.
Brilhante órgão de prata que me olha agora,
quando não mais as tuas delicadas mas não frágeis íris voltarem
a não vir, no longo abraço que era teu e meu, ao sair de uma pequena caixa,
ao subir da mais alta escadaria ladeada de vidro e escravos que não sentem.
Ao teu desejo, meu, não mais.
Ao teu toque, que sinto, mas que já não me toca.
Ante a tua nova rigidez encontrada ao alto, por trás da velha ponte
tremo; apenas de frio.
Inverno haja que a pequena flor de cerejeira abra
e chova então tal fantasia de neve quente, correndo aos grilos do Japão.
Porque a cada trémulo harpejo me lembro da vibrante corda que deixaste,
porque em ti decidiu morrer o que amei.
Quão previsível serei ao dizer que não te deixarei?
Verdades que a nada apelam, onde o brilho da noite reflecte apenas o negro do que não existe mais.
A ti, velho que choras no cais,
em cujas longas barbas caiadas da cor da lua cai o sal que observas,
a quém a partida do antigo vapor para a prometida terra deixou um vazio de tudo
peço que não digas nada.
Um sussurro das palavras nunca ditas entre nós, da vida que, nem tu nem eu sonhamos de algum tempo; agulha perdida ao sabor do campo.
Peço-te que não levantes o olhar quando me levantar, tirar o dourado objecto do bolso e, ao ver as suas mãos tomarem por defunto a numeração branca, desaparecer, caindo o solitário da corrente na madeira, tirada à força da àrvore e tão rudemente esculpida como chão.
Sentido do adeus que perdi, à linha do meio, deixado.
Maxwell R. Black
Februrary 09, 2010
03.35am

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