April 01, 2010

Em resposta a um texto sobre tempo, pelo Alex:

É raro eu fazer comments seguidos mas fiquei a pensar no assunto (e não me pôs no melhor dos humores).
O tempo passa tão rápido que não damos conta. N'um piscar de olhos saltamos anos em frente, saltamos vidas. Vidas que passam por nós e vidas que deixam de fazer sentido connosco. E, depois, olhamos para trás. Nas alturas em que precisamos de recuperar o fôlego para continuar a luctar em frente paramos. Paramos e olhamos para trás e não vemos nada. Nada do que aconteceu nesse tão longo tempo que tão depressa passou, ficou. Quando o tempo passa nada fica: os amigos vão-se, os corações por onde navegaste, a cama que partilhaste, os bons e os maus momentos onde mentes se tocaram, onde se complectaram. Tudo morre e tu ficas solo. Porque é isso que acontece ao fim da vida: tornas-te numa concha. Uma concha oca e cheia de memórias apenas. Tudo o que está a tua volta morre. As plantas crescem de novo mas não são as mesmas. Nenhuma folha de relva é a mesma. Porque enquanto ficas aqui e olhas para o que te tornaste pensas: valerá apena continuar em frente para ser uma tosca concha vazia de tudo? E é aqui que estamos. É este o impasse onde navegas durantes uma eternidade. E até aqui o tempo não pára. E quanto mais tempo não fazes nada, mais rápido ele te pássa, mais olhas em volta e nada vez, mais te afundas sem que consigas fazer algo. Até que o teu último fôlego deixa a tua carcaça agora podre de memórias e apenas morres. Cá fora, tudo na mesma: quem te tocou em tempos zarpou para longe já e tu mesmo não passas de uma leve memmória: o What's-his-name back when I was a child... Não sei como continuar sabendo que sou apenas uma leve memória que depressa se perderá no baú de memórias. Mas sei que tenho que continuar. Prque, no fim, é um instinto primordial de sobrevivência. Luctas porque não queres morrer e vives num constante limbo: nem vida, nem não vida. O tempo pássa e não pássas de uma memória.


Maxwell R. Black
April 1, 2010
05.53pm

Today: me

I'm the rebound guy. Sou o gajo de hoje mas que hamanhã não existe. Sou a efémera gôta de chuva que molha para seccar em seguida; um grão de areia numa praia; uma milésima em billiões de vidas. Uma misera brisa de vento que, não notada, lógo passa sem que se fique em memoria... um nada num extremmo tão grande quanto possivel a mente abarcca. 1. mas um misero zero.
Quero algo... mas que quero eu?

Hoje, este sou eu.

Maxwell R. Black
April 1, 2010
12.38am

March 27, 2010

'Come away O human child
To the waters and the wild
With a fairy hand in hand
For the world's more full of weeping
Than you can Understand.

Your quest will be perilous
yet the reward is beyond price.

Discovery is quite possible
Our blue fairy does exist in one place
and one place only:
At the end of the world
where the lions weep.
Here is the place dreams are born.'

March 19, 2010

My whisper of Angel to your heart.


Quietly I listened to your pulsing,
the song of an early bird that sing in this night of rain.
Your stillness in this Winter cold embodies me
as I struggle to keep up with your pace,
Fighting for every breath with you.

My whisper of Angel to your heart,
simplicity of movement that makes the city a breathing soul.
Shadows of a thinking mind: both you and I.

Tuned into each other, your heart and my soul
I fight to be you and still one.
The smell of your calmness,
rain that has just started, cold shivers of a darken sky,
beautiful intertwine of undefined shapes
reality of your complex being and simplicity.

No words are enough to say how you,
my dust from star, green of grass;
should ever be.

Until today. Belief of a better reality
a goodbye that was never said but thought.
Letting go of a see whose blue of waves still crash into my
pacific tree, along the show of one not so distant white lake.

Words refuse still to run my finger as a rush of
something goes through me, electric as tomorrow
NightLife of an attempt at survival.
Because that is when I can smell you,
when I get to look at your pale eyes of that dark blue
and when our oceans of acid green water collide
into an imaginary ocean, there, where the rings and the Maple Trees
Live and the vortex of All Time starts.

Truth may never reach this so forgotten soul
in the vastness of your existence.
What do I have to aspire at anyway in a world where you do not belong?
I'll navigate my way through, lonely traveller;
watcher among the crowd never to be seen or heard or touched.

The non existence of our single identity; you and I.

Maxwell R. Black
March 19, 2010
03.28am

March 02, 2010

Change.

'Change. We dont like it, we fear it, but we can’t stop it from coming.
We either adapt to change or we get left behind.
It hurts to grow. Anyone who tells you it doesn’t is lying.
But here’s the truth: sometimes the more things change the more they stay the same.
And sometimes-- Sometimes change is good. Sometimes, change is everything.'

Meredith Grey

Grey's Anatomy, Season 4, Episode 01.


To Build a Home - The Cinematic Orchestra

February 16, 2010

Perdido ao som de ti.

Porque não te vejo;
e cada vez que te vejo circular
do outro lado do mundo, de onde vêm os sonhos feitos
de onde as teclas do piano voam com uma simples melodia
vejo que as débeis flores brancas de jovial pensamento
jazem agora imóveis a teus pés: mortas.

e sei que buscas algo que em mim não soa.
algo que eu, como sou desejaria dar-te, possuir
mas que, em espelho de mim não encontro mais que um querer.
Pois tento sê-lo contigo mesmo depois de ficar;
triste murmúrio de palavra calada pelo pesado silêncio de nós
por mim.

Creio que não tornaremos mais.
Cada doce beijo que trocamos, infinito em si e intemporal
ao tempo que teima em passar e nos deixar,
Cada olhar não dito da tua alma e da minha que soldo
vem-me à mente como um brusco relampejo,
ofuscante luz que me bloqueia os pensamentos
e deixa-me apenas com a tristeza de não poder ter-te em alma.

Apenas teu seria, como a eterna rosa azul
impossível em si e unicamente una consigo,
flor de jardins encantados no antigo palácio real
d’os perfumes da realeza deambulatória à secreta luz da lua
no randez-vous cortês e no romantismo passado.

Sentidos a um todo que ferem o interior como um pedaço
que não mais é, queimado e apodrecido pela solidão.
Chama do presente que marca de negrume o símbolo das eternas àguas
caído à ânfora do conhecimento e por onde passa a vida
para ser absorvida mas sempre deixada, intacta e sem máculas
dos descalços pés à erva do eléctrico que agora não passa mais.

Ao teu retrato falo porque o não posso à face.
Porque não o sinto quando em ti e mo não deixas.
Tentar ser-te é ir contra a natureza da Natureza; ser.
Mereces o que não te posso ser e o que procuras sem lágrimas de solidão:
agora é a minha vez.

A ti, que deambulas à velocidade da vida e que por fortuna comigo colidiste.

Maxwell R. Black
February 16, 2010
01.39am

February 09, 2010

Sentido do adeus que perdi.


Uma música que não gosto, por alguém que não gosto e de um programa que não sigo e que, ainda assim--


Um ano,
uma volta em torno da luz que me cega sempre
a cada dia.

Vivo pelo sentimento de apenas viver
o pelo que hoje não existiu nunca.
Lembranças ao nascer do sol, como se o verde da relva
uma despedida tua, lágrima que eu não senti; não vi.
E, se o teu branco cavalo de renda que se desfaz ao som do mar
um dia tornar, que não espero
teria sempre um rochedo de dura pedra onde olhar o horizonte
perdendo a as crateras por onde nasceste e cresceste.

Brilhante órgão de prata que me olha agora,
quando não mais as tuas delicadas mas não frágeis íris voltarem
a não vir, no longo abraço que era teu e meu, ao sair de uma pequena caixa,
ao subir da mais alta escadaria ladeada de vidro e escravos que não sentem.

Ao teu desejo, meu, não mais.
Ao teu toque, que sinto, mas que já não me toca.
Ante a tua nova rigidez encontrada ao alto, por trás da velha ponte
tremo; apenas de frio.

Inverno haja que a pequena flor de cerejeira abra
e chova então tal fantasia de neve quente, correndo aos grilos do Japão.

Porque a cada trémulo harpejo me lembro da vibrante corda que deixaste,
porque em ti decidiu morrer o que amei.
Quão previsível serei ao dizer que não te deixarei?
Verdades que a nada apelam, onde o brilho da noite reflecte apenas o negro do que não existe mais.
A ti, velho que choras no cais,
em cujas longas barbas caiadas da cor da lua cai o sal que observas,
a quém a partida do antigo vapor para a prometida terra deixou um vazio de tudo
peço que não digas nada.
Um sussurro das palavras nunca ditas entre nós, da vida que, nem tu nem eu sonhamos de algum tempo; agulha perdida ao sabor do campo.
Peço-te que não levantes o olhar quando me levantar, tirar o dourado objecto do bolso e, ao ver as suas mãos tomarem por defunto a numeração branca, desaparecer, caindo o solitário da corrente na madeira, tirada à força da àrvore e tão rudemente esculpida como chão.

Sentido do adeus que perdi, à linha do meio, deixado.

Maxwell R. Black
Februrary 09, 2010
03.35am

January 17, 2010

Branches of a solitude that was never meant to be my own.




once more,
branches of a solitude that was never meant to be my own.
Yearning of a life where the winter is not as cold
where the night not as dark
and where you, lonely traveller,
are not so alone in your journey.

Silent snow that still falls in the lake shore
water that freezes as touch by serenity.

There used to be promises never meant to be broken
in every path.
Truth is I never thought they would be carried till the end.
Or maybe, deep inside I thought that there was still
my innocent beauty in the universe.
I guess I thought my stars would still care and planets would
still rotate in their axis of ether.

But the fifth no longer lives as it is only a projection of the self;
branch never to exist in evolution, creation developed in the gap
while mother comfortably slept by the light fireplace.

The wait holds still in the same spot it has ever
for my flying conscience to whisk me away from reality
back into Reality.
Diamond rings of solitude where the sun only shines when the blue
of mechanics rises to disrupt the infinite course of the statics;
impossibility of movement that still breaks so easily to an outsider.

The dance of the three queens, each of their own thought
and that, it turns out, not so different after all;
ray of defining, centre stage where the pool of white and blue
showed the world the reality that is every day but contained on each.

For the non referring that has left me, like many faces have
A confession never to be understood; never to be realised as true
or placed anywhere, everywhere.

I still say goodbye to you and yes, I could never let go as quickly as you could.

Maxwell Black
January 17, 2010
07.55pm

January 16, 2010

A Must See--

Só para ficar com o gostinho, as primeiras frases do trailer ^^

'I'm Max. I'm an explorer.'
'I travel by sea, I used to travel by air.'

Someone: 'Obviously you have no home or family.'
Max: 'Well, I have one of those, but--'
Someone: 'Did you eat them all?'
Max: 'No! I have no plans to eat anybody.' XD

Nem que seja pela similaridade dos nomes, este vou ver :P

January 11, 2010

Live cusious

Directo do National Geographic Channel: Live cusious.

January 08, 2010

Times of Winter


Robbie Williams, Alngels


Times of winter,
Rain and the sound of wind on an empty glass
of pure transparency that no eye can see.
A cry of loneliness to the winds
sound that loses meaning as dragged by the night.

I scream at nobody, wishing a soul of fulfilment
wishing another piece of me
Mind of similar, a connection left to be made.
attempt of empty words to fill a gap no word
or thought or body can fulfil.

I’ll borrow a shooting star, a strand of thought
Electric movement of gears and engines
Generation of a life to be.
Gears of hands on constant movement that
struggle to stay put and yet run towards their own destiny.

Exiled in my own mind with an obligation that I cannot do.
Rationality against itself with a goal and the means to it that
diverge from the goal itself.
A soul that needs and aspires to something different,
something better.

And then a thought of calmness from the most unlikely place.
A music that touches inside and
reminds me of a story that will never be.
It is not how it should be but it is okay.

Dreams that will only be in the mind of a dreamer,
ideas of/to nowhere that no one can appreciate
Just bulking knowledge of nothing.

A glass of a white smoke of nothingness on hard rock.

Maxwell R. Black
January 08, 2010
03.43pm

O filme que vou ver--


Este é um filme que faço questão de ir ver ao cinema:

Alice In Wonderland, por Tim Burton

Parece-me bastante fiel ao livro (exepto o cabelo da Alice que teima em ser loira como a Betty Boop teima em ser morena (para quém desconhece, ela é ruiva) !!). Cá esperamos pela estreia :D

Livro disponível aqui no Project Gutenberg, juntamente com outros clássicos da literatura (Eu estou a preparar-me para ler a versão original o Oliver Twist :P)

December 31, 2009

A não reflexão


É estranho olhar e ver toda a gente a fazer, escrever reflexões sobre o ano que finda agora e, ao olhar para mim, me sinto igual ao que sempre fui.
Não tinha intenções de fazer algo do género porque simplesmente não vejo o dia de amanha como o último de uma fase, ou o outro como o início de uma nova. Vejo apenas mais um mês que passa, mais uma estação num ano que se tornou longo de mais para que eu o contasse.
Fez dia 24, as 10.12am um ano desde que a minha vida decidiu mudar sem que eu o pudesse prever ou sequer celebrar.

‘Um dia vou sair para a rua e gritar que sou feliz. Hoje é o dia.’
E todos os dias passaram a ser: Um dia…
Um dia vou dançar contigo no metro, com a musica dos meus fones. Um dia vou escorregar nas escadas, na plataforma do comboio. Um dia vou chegar a casa às 4 e meia da manha porque estive a fazer amor contigo. Um dia vou dar-te um primeiro beijo no relvado, olhando para a ponte. Um dia vou cantar jazz contigo na estação do Terreiro do Paço. Um dia vou beijar-te no Caes do Sodré, quando fores para entrar no comboio. Um dia vou escrever o meu número num bilhete de comboio, dar-to, fugir e regressar 2 minutos depois e perguntar ‘eu esqueci-me do troco, não foi?’ (nunca fiquei tão embaraçado xD ). Um dia vou estar uma tarde contigo, onde não devia, olhando para o Pavilhão do Conhecimento. Um dia vamos estar juntos numa escada qualquer, em plena Baixa. Um dia vou andar do Cais do Sodré até à Praça do Comércio, ir até à D. João IV, subir para o Chiado e Camões, ir ao Principe Real, Rato e Amoreiras, descer até a Rotunda, subir ao Saldanha e descer a Alameda para apanhar o metro para casa. Um dia vou sozinho pela linha de Cascaes, perder-me em Algés. Um dia vou meter-me n’um comboio e sair na última estação, n’um sitio onde nunca estive nem sei localizar no mapa. Um dia vou conhecer os Jardins da Gulbenkian e Botânico contigo. Um dia, vais sentar-te a minha frente, no metro e eu vou saber tudo o que pensas e o que eu penso e, quando estivermos cada um na sua plataforma, frente a frente, vamos dizer adeus e partirmo-nos a rir. Um dia vou perder o comboio por 10 segundos e descobrir que o próximo chega duas horas depois e eu estou sem bateria no telemóvel para te avisar. Um dia vou fazer uma seca de 52minutos e uma curta pouco explicita. Um dia, vou chorar a cantar uma música sozinho, no Caes das Culumnas olhando o Tejo à noite. Um dia, quando esperar o comboio depois de um dia perfeito vou ficar espantado por vêl-o terminar com fogo de artificio no Oriente. Um dia vou ajudar-te a carregar malas no metro até Odivelas. Um dia levas-me à discoteca onde ficamos até às 6 e depois a comer um pão com Chouriço em Santos. Um dia, quando for no comboio vais lançar-me o sorriso que me mudou a vida e eu vou ficar aparvalhado o resto do dia, com um sorriso afectado na cara.
(Wow, where did that came from??)


***


Um ano em que os meses se alongaram tanto e o tempo se alterou que perdemos a conta ao próprio tempo que passou. Este foi um LOOOOOONGO ano para toda a gente. Demasiado rápido, demasiado longo. Como uma vida compactada em 365 dias… E, no entanto, não me sinto diferente do que me tenho sentido, não vejo uma marca agora. Mas olho como se tudo o que aconteceu n’ele fosse apenas um sonho. Um sonho que, depois de acordar, se esquece; pessoas que se esquecem. Uma vida vivida por outra pessoa que gostaria fosse a minha – eu. E que, agora vejo finda como uma página mudada. Look, the landmark is here. A turning of a page that I wish could be again. Uma longa vida que quero para sempre; ano de descobertas.

Portanto não, não vejo este momento como um fim. Vejo-o como mais um momento que parece eterno em si mas que depressa passa para ser mais um elemento na Caja de los Recuerdos. Um passado-presente que nunca o deixa de ser mas que ficará para sempre na minha memória.

Vivemos apenas enquanto as nossas memórias forem porque, no fim, nada mais resta que o que nos lembramos de ter sido.

Maxwell R. Black
December 31, 2009
01.40am